
David Firestein, presidente e CEO da Fundação George H. W. Bush para as Relações EUA-China, discursa no Jantar de Gala do Centenário do Instituto da China nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, Estados Unidos, em 28 de maio de 2026. (Foto de Zack Zhang/Xinhua)
Nova York, 1º jun (Xinhua) -- Enquanto o Instituto da China nos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos dedicada a fortalecer a compreensão da China, comemorava seu centenário, participantes de diversas instituições e representantes de famílias de ex-presidentes dos EUA manifestaram apoio ao engajamento EUA-China e aos intercâmbios interpessoais.
Christopher Nixon Cox, neto do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, disse que, diante das diferenças entre a China e os Estados Unidos, seu avô "prometeu algo mais difícil e honesto: uma ponte para se erguer e dialogar".
A lição de 1972 é que, mesmo após décadas de silêncio, mesmo diante do abismo mais profundo, pessoas de boa vontade podem encontrar uma maneira de dialogar, disse Cox, relembrando a histórica visita do então presidente Nixon à China em 1972.
"Meu pai, o ex-presidente George H. W. Bush, acreditava profundamente que relações duradouras entre nações são construídas de pessoa para pessoa, por meio da abertura e do engajamento contínuo, valores que o Instituto da China defende há muito tempo", disse Neil Bush, presidente da Fundação George H. W. Bush para as Relações EUA-China, em uma mensagem de vídeo para o evento de gala.
Construir uma compreensão da China nos Estados Unidos é algo extremamente necessário hoje, disse David Firestein, presidente e CEO da Fundação George H. W. Bush para as Relações EUA-China, no evento de gala.
"Então, tentamos incentivar esse espírito de cooperação e diálogo, criar um ambiente construtivo para a diplomacia e o engajamento, e defender políticas moderadas e sensatas que sejam boas para os Estados Unidos, a China, a relação bilateral e o mundo", disse Firestein em entrevista à Xinhua à margem do evento de gala.
"Tentamos ajudar a construir uma relação EUA-China mais forte, porque acreditamos que isso é muito importante", disse Firestein.
Os intercâmbios interpessoais entre a China e os Estados Unidos têm apresentado progressos encorajadores graças ao compromisso de ambos os lados.
Mais de 50.000 jovens americanos visitaram a China por meio de programas de intercâmbio e estudo no âmbito de uma iniciativa chinesa de cinco anos, atingindo a meta com dois anos e meio de antecedência.
Isso demonstra que a China está muito empenhada em fazer a sua parte e em promover ainda mais o diálogo entre os jovens dos dois países. "Acho que esse desenvolvimento é muito positivo. Agradeço o governo chinês por isso. Acho que os Estados Unidos precisam fazer mais, e espero que vejamos mais", disse Firestein.
O aspecto interpessoal da relação bilateral é a base e um importante contrapeso que ajuda a estabilizar os laços quando os dois países discordam em várias questões, disse Firestein.
São os jovens que moldarão o nosso futuro e os jovens de ambos os países têm a oportunidade de passar um tempo nos países um do outro para que entendam melhor a importância da relação, disse Jan Berris, vice-presidente do Comitê Nacional de Relações EUA-China, à Xinhua à margem do evento.
"É muito importante que as pessoas vejam por si mesmas como é o outro país, que tenham a oportunidade de conversar com outras pessoas. Assim, podem formar sua própria opinião", disse Berris, acrescentando: "Não há nada que substitua ver as coisas pessoalmente".
Berris enfatizou a necessidade de investir em programas de intercâmbio por períodos mais longos e para pessoas de diferentes idades. "Seja um semestre, um ano inteiro ou pelo menos alguns meses, o ideal é que possam viver com famílias anfitriãs e ter uma compreensão real do que as pessoas pensam".
Ao discursar para o público presente no evento de gala, o embaixador chinês nos Estados Unidos, Xie Feng, disse que o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Donald Trump, realizaram recentemente um encontro bem-sucedido em Beijing, no qual ambos concordaram com uma nova visão para uma relação construtiva entre a China e os Estados Unidos, pautada pela estabilidade estratégica. Ele enfatizou que, à medida que a China e os Estados Unidos se encontram novamente em um dilema histórico, ambos os lados precisam, mais do que nunca, buscar pontos em comum para avançarem juntos.
"Nesse contexto, os intercâmbios interpessoais e culturais ficaram ainda mais importantes", disse Xie.

Christopher Nixon Cox, neto do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, discursa no Jantar de Gala do Centenário do Instituto da China nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, Estados Unidos, em 28 de maio de 2026. (Foto de Zack Zhang/Xinhua)

Christopher Nixon Cox, neto do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, discursa no Jantar de Gala do Centenário do Instituto da China nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, Estados Unidos, em 28 de maio de 2026. (Foto de Zack Zhang/Xinhua)

Christopher Nixon Cox, neto do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, discursa no Jantar de Gala do Centenário do Instituto da China nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, Estados Unidos, em 28 de maio de 2026. (Foto de Zack Zhang/Xinhua)

David Firestein, presidente e CEO da Fundação George H. W. Bush para as Relações EUA-China, discursa no Jantar de Gala do Centenário do Instituto da China nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, Estados Unidos, em 28 de maio de 2026. (Foto de Zack Zhang/Xinhua)






