Cooperação em robótica entre China e Itália ganha forma em laboratório de Pisa-Xinhua

Cooperação em robótica entre China e Itália ganha forma em laboratório de Pisa

2026-05-31 11:38:59丨portuguese.xinhuanet.com

Foto mostra um pesquisador usando óculos de realidade virtual testando robô humanoide no Laboratório de Interação Humano-Robô do Instituto de Inteligência Mecânica da Escola Superior Sant'Anna em Pisa, Itália, em 14 de maio de 2026. (Xinhua/Wang Kaiyan)

Frisoli disse que a China está avançando rapidamente nas cadeias de suprimentos de robótica, integração de sistemas, aplicações de IA e implantação no mundo real. Ele espera uma cooperação mais forte com universidades, institutos de pesquisa e empresas chinesas em robótica de reabilitação, exoesqueletos e robótica incorporada.

Pisa, Itália, 29 mai (Xinhua) -- No Laboratório de Interação Humano-Robô da Escola Superior Sant'Anna, em Pisa, Itália, pesquisadores estão testando um dispositivo de exoesqueleto que converte movimentos humanos em dados.

Para Antonio Frisoli, professor da Escola Superior Sant'Anna, o dispositivo reflete um objetivo mais amplo: projetar robôs que trabalhem com pessoas, em vez de simplesmente substituí-las.

"Exoesqueletos representam o mais alto nível de simbiose entre humanos e robôs", disse Frisoli. Diferentemente dos robôs industriais tradicionais, um exoesqueleto é usado no corpo e se move junto com o usuário. "Ele precisa se adaptar ao corpo e fazer com que o usuário se sinta seguro e confortável".

Cristian Camardella, pesquisador do Instituto de Inteligência Mecânica, disse que o laboratório desenvolve robôs de reabilitação, robôs vestíveis e exoesqueletos, além de tecnologias de feedback háptico e teleoperação que permitem aos usuários sentir ou controlar ações remotamente.

Um pesquisador testa exoesqueleto de mão no Laboratório de Interação Humano-Robô do Instituto de Inteligência Mecânica da Escola Superior Sant'Anna em Pisa, Itália, em 14 de maio de 2026. (Xinhua/Wang Kaiyan)

Em uma sala do laboratório, Camardella demonstrou um exoesqueleto de mão projetado para reabilitação. Usado na mão do paciente, ele ajuda a abrir e fechar cada dedo. O sistema está conectado a um programa de treinamento semelhante a um jogo, no qual o exoesqueleto guia os dedos enquanto o paciente joga um jogo no estilo pinball.

Camardella disse que pacientes que sofreram AVC geralmente precisam de treinamento intensivo das mãos nos estágios iniciais da reabilitação. O dispositivo pode operar em modo passivo, movendo os dedos dentro de uma amplitude predefinida, ou em modo assistido, auxiliando os esforços do próprio paciente para se movimentar.

O exoesqueleto de mão ainda está em desenvolvimento e fase de testes, e a equipe está se preparando para enviá-lo a um hospital em Roma para ensaios clínicos. O laboratório também está desenvolvendo exoesqueletos ocupacionais que podem dar suporte aos membros superiores ou às costas e ajudar os trabalhadores a reduzir o esforço físico durante tarefas de levantamento, flexão ou transporte.

"A chave é fazer com que a tecnologia se adapte verdadeiramente às pessoas", disse Frisoli. O valor de um exoesqueleto, acrescentou ele, depende não apenas da força que ele proporciona, mas também de ser leve, confortável, seguro e confiável em ambientes reais.

A Escola Superior Sant'Anna mantém laços de longa data com universidades chinesas. Em 2008, estabeleceu o Instituto Confúcio em Pisa, em conjunto com a Universidade de Chongqing. Frisoli lembrou que foi também nesse momento que começou a estudar chinês. Atualmente, ele atua como diretor italiano do instituto.

Um pesquisador testa dispositivo de exoesqueleto no Laboratório de Interação Humano-Robô do Instituto de Inteligência Mecânica da Escola Superior Sant'Anna em Pisa, Itália, em 14 de maio de 2026. (Xinhua/Wang Kaiyan)

Frisoli disse que a China está avançando rapidamente nas cadeias de suprimentos de robótica, integração de sistemas, aplicações de inteligência artificial e implantação no mundo real. Ele espera uma cooperação mais forte com universidades, institutos de pesquisa e empresas chinesas em robótica de reabilitação, exoesqueletos e robótica incorporada, um campo que combina inteligência artificial com robôs capazes de interagir com o mundo físico.

Camardella disse que o laboratório desenvolveu muitos protótipos de pesquisa que espera aproximar de aplicações reais. A equipe já apresentou alguns dispositivos robóticos de reabilitação no Fórum de Zhongguancun, buscando compreender melhor as necessidades de aplicação por meio de intercâmbios.

Durante visitas à China, a equipe observou um ecossistema de inovação disposto a investir e cooperar na implantação de tecnologia, disse Camardella.

A transformação tecnológica impulsionada pela inteligência artificial e pela robótica não pode ser promovida por um único país isoladamente, disse Frisoli, acrescentando que a cooperação internacional ajudará a robótica a servir melhor a saúde, o trabalho e a vida diária das pessoas.

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com