
Carro elétrico da BYD é visto em uma rua de Phnom Penh, Camboja, em 10 de julho de 2026. (Foto de Sin Sareth/Xinhua)
Phnom Penh, 10 jul (Xinhua) -- Chou Sivly, uma comerciante cambojana de 30 anos, mudou recentemente para um veículo elétrico (EV) de marca chinesa após a alta nos preços dos combustíveis causada pelo conflito no Oriente Médio, destacando que o EV proporciona economia financeira e protege o meio ambiente.
Impulsionada por fatores econômicos e ambientais, Sivly migrou para um EV, o modelo Dongfeng Forthing S7.
"Como preciso dirigir constantemente para o trabalho todos os dias, meus gastos com combustível em um veículo a gasolina subiram para algo entre 150 e 200 dólares americanos por mês", disse ela à Xinhua na sexta-feira.
"Desde que fiz a troca, meu gasto mensal com recarga caiu drasticamente para apenas 50 a 75 dólares, uma enorme redução nos meus custos recorrentes de transporte", acrescentou ela.
Sivly disse que o veículo tem uma autonomia estimada de 555 quilômetros com uma carga completa.
"Na prática, recarrego a bateria a cada quatro ou seis dias, geralmente mantendo a faixa ideal de saúde da bateria ao carregar de 20% a 85%, com cada sessão custando aproximadamente 12,50 dólares", disse ela.
Soy Mealea, uma funcionária de empresa privada de 24 anos, mudou para um EV chinês após a disparada nos preços da gasolina, observando que isso proporcionou uma economia significativa.
"Ao comparar os custos operacionais de veículos a gasolina com os de EVs, o EV me faz economizar uma quantia significativa de dinheiro", disse ela à Xinhua, acrescentando que uma carga completa de 10 dólares permite rodar mais de 400 quilômetros com seu EV.
"Os EVs também ajudam o meio ambiente, pois não emitem fumaça poluente", disse Mealea.
Chhoeun Phanit, consultor de vendas da Mingyang Guoji Co., Ltd., representante exclusiva da marca Hongqi no Camboja, disse que a empresa oferece os modelos de EVs E-QM5 e EHS5 no mercado cambojano.
"Estes modelos são EVs de luxo chineses e proporcionam uma economia significativa de custos", disse ele à Xinhua.
Phanit observou que, com a alta dos preços dos combustíveis, mais consumidores têm demonstrado interesse em EVs, pois seus custos operacionais são muito inferiores aos dos carros movidos a gasolina ou diesel, além de não poluírem o meio ambiente.
"No caso da marca Hongqi, temos vendido muitos carros mensalmente, entre 20 e 30 unidades", disse ele. "Quanto aos EVs, uma carga completa permite percorrer de 400 a 500 quilômetros".
Phan Rim, porta-voz do Ministério de Obras Públicas e Transportes do Camboja, informou que o país do Sudeste Asiático registrou 14.056 EVs entre 2021 e maio de 2026.
Ele destacou que a BYD e a GAC estão entre as marcas de EVs mais populares no Camboja.
"Observamos um aumento significativo nos registros de EVs desde março, na sequência do conflito no Oriente Médio que elevou os preços dos combustíveis", disse ele, acrescentando que cerca de 3.693 EVs foram registrados entre março e maio deste ano.
"Os EVs reduzem os custos com combustível e eliminam as emissões pelo escapamento", disse ele.
Thong Mengdavid, vice-diretor do Centro de Estudos China-ASEAN da Universidade de Tecnologia e Ciência do Camboja, disse que a adoção generalizada de EVs beneficia imediatamente os microambientes urbanos do Camboja, reduzindo drasticamente a poluição atmosférica localizada e melhorando a qualidade do ar em áreas densamente povoadas.
"Além disso, à medida que os consumidores cambojanos migram em larga escala para a mobilidade elétrica, cria-se um forte sinal de demanda", disse ele à Xinhua.
"Essa mudança de mercado incentiva tanto o governo quanto os investidores privados a ampliar agressivamente os investimentos internos em infraestrutura de energia renovável", disse Mengdavid. "Isso expandirá a capacidade da nossa rede elétrica por meio de fontes limpas, como energia hidrelétrica, solar e eólica, em um futuro próximo".

Foto tirada em 9 de julho de 2026 mostra um centro de vendas da BYD em Phnom Penh, no Camboja. (Foto de Sin Sareth/Xinhua)





