
Pessoas em apoio à Venezuela protestam em frente à Embaixada dos EUA em Madri, Espanha, em 4 de janeiro de 2026. (Xinhua/Cheng Min)
Migrantes e descendentes da América Latina, juntamente com apoiadores espanhóis, se reuniram em frente à Embaixada dos EUA em Madri no domingo para protestar contra a interferência dos EUA na Venezuela, agitando bandeiras e falando slogans pela soberania do país.
Madri, 4 jan (Xinhua) -- Migrantes e descendentes de toda a América Latina, juntamente com apoiadores espanhóis, se reuniram em frente à Embaixada dos EUA em Madri no domingo para protestar contra o que descreveram como interferência dos EUA na Venezuela. Os participantes carregavam bandeiras latino-americanas e falavam slogans em apoio à soberania do país.
A música da flauta de pã andina serviu de pano de fundo para a manifestação. Alberto Calderón, participante de um grupo de música tradicional andina e descendente de imigrantes peruanos, liderava o ritmo e conduzia o coro.
Ele disse que as melodias, com raízes nos Andes e compartilhadas entre Peru, Bolívia, Equador e partes da Argentina e do Chile, são anteriores às fronteiras nacionais modernas e foram adaptadas para abordar a situação atual da Venezuela.

Manifestantes em apoio à Venezuela protestam em frente à Embaixada dos EUA em Madri, Espanha, em 4 de janeiro de 2026. (Xinhua/Meng Dingbo)
"Venezuela, nação imortal", ecoava a multidão. "Pela sua resistência, os povos do mundo estão com você". Araceli Muñoz Rojas, uma das participantes, disse que foi ao protesto para se manifestar contra o que descreveu como interferência militar dos EUA na Venezuela, classificando-a como uma violação do direito internacional e da soberania nacional. Miguel Sánchez, cidadão espanhol e argentino, alertou que a intervenção externa poderia criar um precedente em toda a região.
Quando o protesto acabou, a música e os cânticos diminuíram gradualmente, deixando os participantes enfatizando a solidariedade e a memória persistente da intervenção estrangeira na América Latina. "Mesmo que o tempo passe, não consigo te esquecer, é impossível", ecoava a multidão.
No início do sábado, os Estados Unidos lançaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, durante o qual o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa foram "capturados e retirados da Venezuela", segundo uma publicação do presidente americano, Donald Trump, em sua conta na plataforma Truth Social.
A ação militar dos EUA contra a nação sul-americana gerou ampla condenação internacional, com diversos países pedindo uma resposta global coordenada.


