(Multimídia) China continua sendo atraente para investimentos estrangeiros, apesar da COVID-19, diz presidente da AmCham Shanghai

2020-06-28 12:22:58丨portuguese.xinhuanet.com

Os turistas veem a vista da linha do horizonte na área Lujiazui na zona Bund em Shanghai, leste da China, em 6 de janeiro de 2020. (Xinhua/Wang Xiang)

Shanghai, 28 jun (Xinhua) -- A pandemia da COVID-19 não mudará o papel da China como destino atraente de investimentos, com uma economia flexível e robusta, disse Ker Gibbs, presidente da Câmara Americana do Comércio em Shanghai (AmCham Shanghai), em uma entrevista à Xinhua.

Observando que a China ainda é atraente para empresas estrangeiras, Gibbs disse que o pacote de medidas que o país adotou para atrair e apoiar o investimento estrangeiro ajudará a garantir seu papel como ímã de investimento.

"Ficamos felizes ao ver medidas que incluem cortar a lista negativa, otimizar o ambiente de negócios e fortalecer a proteção à propriedade intelectual", disse ele.

Figuras do Departamento Nacional de Estatísticas mostraram que a recuperação econômica da China continuava no caminho certo, com os gastos de manufatura, investimentos e consumo aumentando, de acordo com a observação de Gibbs.

"Fiquei impressionado com a flexibilidade e destreza da economia da China", disse ele. "Alguns restaurantes fecharam suas portas mas mantiveram a cozinha aberta para entrega doméstica, embora nunca tivessem feito isso antes. Além disso, os varejistas aceleraram seus negócios de comércio eletrônico para se adaptar à nova situação", disse Gibbs.

Gibbs também ficou surpreso com a rapidez com que a demanda doméstica se recuperou. "O mercado chinês é bastante grande e ainda há muito espaço para crescer, mesmo na era pós-COVID-19", disse ele. "A maioria dos membros da Câmara do Comércio Americana em Shanghai se recuperou muito bem."

No que diz respeito às falas em meio à pandemia pedindo afastamento das cadeias de suprimentos da China, Gibbs acredita que o país ainda tem um papel insubstituível na cadeia de suprimentos global, com vantagens exclusivas em fabricação e logística.

Uma pesquisa recente da AmCham Shanghai mostrou que, a curto prazo, mais de 70% dos entrevistados não tinham planos de realocar as cadeias de produção e fornecimento da China devido à COVID-19. A longo prazo, cerca de 40% dos entrevistados disseram que manterão suas cadeias de suprimentos na China, enquanto 52% disseram não ter planos de sair.

"Não há êxodo em massa (do mercado chinês) como resultado da COVID-19. Nossa pesquisa mostrou que as empresas estão considerando ajustes em sua estratégia de negócios desde que a COVID-19 mudou a maneira como as pessoas viam suas cadeias de suprimentos, pois as empresas colocavam mais foco na gestão de riscos ", acrescentou Gibbs.

Ele também destacou a importância do desenvolvimento saudável e estável das relações econômicas e comerciais sino-americanas. "Ninguém está feliz com a tensão comercial entre a China e os Estados Unidos, e gostaríamos que ela desaparecesse", afirmou ele. "Numa época em que a COVID-19 ainda ameaça a economia global, acho importante e útil manter um espírito de cooperação".

Foto tirada em 7 de janeiro de 2020 mostra sedãs produzidos na China na gigafábrica da Tesla em Shanghai, leste da China. (Xinhua/Ding Ting)

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