Rio de Janeiro, 3 nov (Xinhua) -- O Brasil registrou, em setembro, um novo recorde histórico na produção de petróleo e gás natural, ao atingir uma média de 6,12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia, impulsionado pelo crescimento da exploração das jazidas do pré-sal, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira.
O volume superou o recorde anterior, registrado em agosto, quando o país ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 6 milhões de barris de petróleo equivalente por dia.
A produção de petróleo atingiu 4,711 milhões de barris diários, o que representou um aumento de 2,1% em relação a agosto e de 20,3% na comparação com setembro de 2025.
Por sua vez, a extração de gás natural chegou a 223,98 milhões de metros cúbicos diários, com um crescimento de 1,6% em relação ao mês anterior e de 17,5% na comparação anual.
O pré-sal, conjunto de reservas de hidrocarbonetos situadas sob uma extensa camada de sal em águas profundas do litoral brasileiro, concentrou 83,3% da produção nacional, com um volume de 5,1 milhões de barris de petróleo equivalente por dia.
A produção nessa região aumentou 2,9% em relação a agosto e 23,1% ante o mesmo mês do ano passado. A extração foi realizada por meio de 205 poços, que produziram 3,945 milhões de barris de petróleo e 183,66 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos, foi o maior produtor do país, com 1,19 milhão de barris de petróleo e 49,99 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Os campos operados pela estatal Petrobras, individualmente ou em parceria com outras empresas, responderam por 87,02% da produção total brasileira.
A exploração em campos marítimos concentrou 98,1% da extração de petróleo e 89% da produção de gás natural.
A ANP informou ainda que o aproveitamento do gás natural atingiu 98,2% em setembro, com 66,37 milhões de metros cúbicos diários disponibilizados ao mercado. A queima de gás foi de 4,14 milhões de metros cúbicos por dia, uma queda de 0,4% em relação a agosto.

