Destaque: Aprendizado da língua chinesa abre portas para estudos e carreiras de jovens indonésios-Xinhua

Destaque: Aprendizado da língua chinesa abre portas para estudos e carreiras de jovens indonésios

2026-11-04 10:02:35丨portuguese.xinhuanet.com

Visitantes buscam informações na feira HSK de Estudos na China e Oportunidades de Carreira 2026, realizada em Jacarta, na Indonésia, em 1º de novembro de 2026. O evento reuniu 21 universidades chinesas, incluindo a Universidade de Beijing e a Universidade Tsinghua, atraindo cerca de 3.000 estudantes indonésios, pessoas que aprendem chinês e pais interessados em oportunidades de estudo na China. (Xinhua/Zulkarnain)

Jacarta, 2 nov (Xinhua) -- A feira HSK de Estudos na China e Oportunidades de Carreira 2026 foi realizada em Jacarta no domingo, reunindo 21 universidades chinesas, entre elas a Universidade de Beijing e a Universidade Tsinghua, e atraindo cerca de 3.000 estudantes indonésios, pessoas que aprendem chinês e pais interessados em oportunidades de estudo na China.

Entre o público presente na feira estava Calysta Jacqueline Wijaya, uma estudante indonésia de 16 anos, que buscava informações sobre os requisitos de admissão em universidades chinesas. Embora esteja apenas no primeiro ano do ensino médio, Calysta estuda chinês há 11 anos.

"Quero cursar farmácia na China", disse Calysta à Xinhua, acrescentando que espera trazer o conhecimento profissional adquirido de volta à Indonésia para ajudar mais pessoas.

Atualmente, Calysta está se dedicando a melhorar sua pontuação no Exame de Proficiência em Chinês (HSK), em preparação para se candidatar a universidades chinesas.

Seu colega de classe, Richard Dharma Hungnata, compartilha de uma aspiração semelhante. Estudando chinês desde o primeiro ano do ensino fundamental, o jovem de 15 anos já consegue se comunicar fluentemente no idioma.

Visitas anteriores a Beijing, Shanghai e outras cidades chinesas o deixaram profundamente impressionado com o desenvolvimento da China.

Com um forte interesse em matemática e física, Richard pretende cursar engenharia em uma universidade chinesa. Ele planeja fazer o exame HSK após o segundo ano do ensino médio, buscando uma pontuação mais alta para aumentar suas chances de ingressar nas universidades.

A professora de chinês deles, Zheng Wenting, que também dirige um centro de ensino de mandarim na Indonésia, tem observado um entusiasmo crescente pelo idioma.

Zheng relatou à agência Xinhua que, nos últimos anos, mais pais indonésios têm demonstrado interesse em que seus filhos aprendam chinês, ao mesmo tempo em que um número cada vez maior de estudantes aspira a estudar na China. Refletindo essa tendência, o número de matrículas em sua instituição passou de cerca de 50 estudantes por turma, há uma década, para quase 500 atualmente.

Do aprendizado de caracteres chineses e do pinyin no ensino fundamental ao conhecimento de cursos universitários e futuras carreiras, o ensino da língua chinesa está se tornando parte integrante da formação de um número crescente de jovens indonésios.

No entanto, a proficiência no idioma oferece muito mais do que apenas uma porta de entrada para ingressar na universidade.

No estande da Universidade de Petróleo da China, sediada em Beijing, Dexter Godwin, um indonésio que se formou em engenharia de petróleo pela instituição em 2025, participava da feira para compartilhar suas experiências universitárias com possíveis candidatos.

Após descobrir, por meio de pesquisas on-line, os pontos fortes da universidade na área de engenharia de petróleo, Dexter decidiu estudar na China.

Durante os quatro anos em que permaneceu no país, ele não apenas adquiriu conhecimento profissional, como também aprendeu chinês.

Desde então, ele conseguiu um emprego em uma empresa petrolífera que atua na Indonésia, dando início, com sucesso, à sua carreira profissional.

"Sinto-me privilegiado por ter estudado durante quatro anos na Universidade de Petróleo da China e por poder colocar em prática o que aprendi", disse Dexter, acrescentando que se beneficiou imensamente de sua formação acadêmica e do apoio de seus professores.

À medida que a cooperação entre a China e a Indonésia continua se expandindo nos setores de comércio, infraestrutura, energia e outras áreas, jovens profissionais que dominam a língua chinesa e possuem conhecimentos especializados encontram cada vez mais oportunidades no mercado de trabalho.

Segundo a Chinese Testing International Co., Ltd., desde a introdução do exame HSK na Indonésia, em 2001, o país estabeleceu 56 centros de aplicação de provas e registrou, cumulativamente, mais de 300 mil candidatos. Em 2026, a Indonésia ocupou a quarta posição mundial em número de participantes do exame HSK.

Liu Xiaolong, vice-gerente-geral da Chinese Testing International Co., Ltd., disse que o aprendizado da língua chinesa, os estudos na China e o desenvolvimento profissional estão cada vez mais interconectados.

Ele acrescentou que, com a expansão da cooperação bilateral em diversas áreas, jovens profissionais que possuem tanto proficiência na língua chinesa quanto conhecimento especializado se tornaram cada vez mais requisitados no mercado de trabalho.

Chen Wu, conselheiro educacional da Embaixada da China na Indonésia, destacou que o intercâmbio entre jovens é uma força vital para manter a amizade entre os dois países, acrescentando que a China recebe de braços abertos mais jovens indonésios interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre o país por meio de experiências educacionais.

Visitantes percorrem a feira HSK de Estudos na China e Oportunidades de Carreira 2026, realizada em Jacarta, Indonésia, em 1º de novembro de 2026. O evento reuniu 21 universidades chinesas, incluindo a Universidade de Beijing e a Universidade Tsinghua, atraindo cerca de 3.000 estudantes indonésios, pessoas que aprendem chinês e pais interessados em oportunidades de estudo na China. (Xinhua/Zulkarnain)

Visitantes percorrem a feira HSK de Estudos na China e Oportunidades de Carreira 2026, realizada em Jacarta, Indonésia, em 1º de novembro de 2026. O evento reuniu 21 universidades chinesas, incluindo a Universidade de Beijing e a Universidade Tsinghua, atraindo cerca de 3.000 estudantes indonésios, pessoas que aprendem chinês e pais interessados em oportunidades de estudo na China. (Xinhua/Zulkarnain)

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