
Convidados leem a versão em inglês de um relatório elaborado por um think tank, intitulado "Inovações da China e Contribuições Globais por meio do Código Ecológico e Ambiental", em Yerevan, na Armênia, em 21 de outubro de 2026. (Xinhua/Chen Junfeng)
Yerevan, 29 out (Xinhua) -- A China tem feito contribuições significativas para o avanço das negociações na 17ª reunião da Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (COP17), desde o diálogo pré-conferência em Kunming até a atual revisão global do progresso coletivo no âmbito do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KMGBF, na sigla em inglês), disse à Xinhua o presidente da COP17, Hambardzum Matevosyan.
Matevosyan disse que a China desempenhou um papel fundamental nas negociações e na implementação do KMGBF.
A China presidiu a COP15, realizada no Canadá, e facilitou a adoção do KMGBF, um dos acordos ambientais globais históricos. Com base nessa experiência, colegas chineses e canadenses podem apoiar a presidência no avanço da revisão global, disse ele.
Matevosyan observou que a tarefa central da COP17 é concluir a primeira revisão global do progresso no âmbito do KMGBF e cumprir o "Caminho de Yerevan", orientando os esforços globais da fase de promessas para a de ações tangíveis voltadas à conservação da natureza.
"A maioria das partes apresentou seus relatórios nacionais, estabelecendo uma base objetiva para a avaliação. As evidências disponíveis mostram que o mundo está longe de alcançar as metas para 2030", disse ele, ressaltando que a primeira revisão global do progresso coletivo em relação ao KMGBF, realizada em Yerevan, é de importância crítica, pois esclarecerá o quanto o mundo está próximo de alcançar seus objetivos e identificará lacunas na implementação.
Além das negociações, a China assumiu a liderança na criação do Fundo de Biodiversidade de Kunming em 2021, aportando seus próprios recursos para ajudar países em desenvolvimento a fortalecer sua capacidade de conservação. Lançado oficialmente em 2024, o fundo oferece novas oportunidades e auxilia na transformação das decisões tomadas nas reuniões da COP em resultados tangíveis, disse ele.
Matevosyan destacou que a China e a Armênia já cooperam no âmbito de parques nacionais e áreas protegidas.
"Tive a honra de visitar o Jardim Botânico da China e o Parque dos Elefantes da China no Diálogo de Kunming. Minha equipe e eu nos reunimos com diversos cientistas e gestores especializados em áreas protegidas na China. Mantemos um excelente contato com a delegação chinesa, que também visitou parques nacionais na Armênia", disse ele.
O êxito da COP17 não terminará em 30 de outubro, uma vez que a Armênia manterá a presidência da COP por mais dois anos, disse ele.
Ele elogiou a forte disposição das Partes em avançar com os trabalhos, bem como o pedido de mais tempo para as negociações. Nesta etapa final da conferência, a presidência tem como objetivo elaborar uma revisão global robusta e objetiva.

