Beijing, 31 out (Xinhua) -- A China pediu na sexta-feira aos Estados Unidos que revoguem imediatamente as novas restrições adotadas pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, em inglês) sobre órgãos de teste, certificação e acreditação sediados na China e em outras chamadas "economias não recíprocas", disse um porta-voz do Ministério do Comércio.
As declarações foram feitas após a FCC votar na quinta-feira o fim do reconhecimento de laboratórios de testes, órgãos de certificação de telecomunicações e órgãos de acreditação de laboratórios localizados na China, além de outras chamadas "economias não recíprocas" a partir de 1º de dezembro de 2028. Essas novas regras proibirão a realização de atividades de teste, certificação e acreditação relacionadas à FCC nessas economias.
A China expressou forte insatisfação e firme oposição à medida, afirmou o porta-voz, observando que a FCC tem introduzido repetidamente restrições contra a China, ignorando repetidas representações do lado chinês e violando o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado.
Tais medidas prejudicam seriamente os interesses da China e de outros parceiros comerciais, minam a estabilidade das relações econômicas e comerciais China-EUA e desestabilizam as cadeias industriais e de suprimentos globais, disse o porta-voz.
Os laboratórios de teste chineses são uma parte importante do sistema global de testes e certificação, oferecendo suporte econômico para a produção e comercialização de eletrônicos de comunicação e produtos de manufatura inteligente em todo o mundo, segundo o porta-voz.
Os Estados Unidos estão desconsiderando as realidades objetivas do desenvolvimento econômico global e da divisão internacional do trabalho na cooperação industrial, interferindo nas escolhas de mercado por meio de medidas administrativas e impulsionando o chamado "onshoring" (territorialização da certificação) dos testes, disse o porta-voz. Tais medidas aumentarão os custos de testes para empresas, prolongarão os ciclos de entrega e iteração do produto e, em última análise, prejudicarão empresas e consumidores dos EUA.
O porta-voz indicou que a China havia proposto repetidamente conversas sobre um acordo bilateral de reconhecimento mútuo, mas o lado americano respondeu negativamente.
A China permanece aberta à solução das diferenças por meio de consulta e espera que os Estados Unidos levem em consideração as preocupações da indústria, respeitem as regras de mercado e trabalhem com a China na mesma direção, disse o porta-voz.
"Se o lado dos EUA insistir em seguir seu próprio caminho, a China tomará as medidas necessárias adicionais para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses legítimos", disse o porta-voz. Fim

