Beijing, 21 out (Xinhua) -- A China está elaborando políticas para a manufatura inteligente de próxima geração, visando aprofundar a integração entre inteligência artificial (IA) e a manufatura, informou nesta terça-feira o Ministério da Indústria e Informatização (MII).
Wang Weiming, engenheiro-chefe do MII, disse em uma coletiva de imprensa que as medidas visam integrar a IA em toda a cadeia produtiva e desenvolver novos modelos de manufatura que ajudem as empresas a reduzir custos, aumentar a eficiência e atender melhor às diversas demandas do mercado.
Para isso, será adotada uma abordagem escalonada para construir fábricas inteligentes e atualizar equipamentos, com unidades de nível básico e avançado expandindo sistemas digitais e uso de IA, enquanto plantas de ponta exploram arquiteturas de próxima geração e modelos de fabricação voltados para o futuro.
O apoio também será direcionado a máquinas-ferramenta mais inteligentes, aos robôs, aos equipamentos de inspeção e controle, bem como modelos específicos do setor e agentes de IA voltados à indústria, explicou Wang.
Além dos esforços internos, a China expandirá a cooperação internacional em manufatura inteligente, utilizando mecanismos como o BRICS para compartilhar padrões e experiências, auxiliando parceiros na criação de fábricas inteligentes, acrescentou.
Essas medidas reforçam e expandem conquistas anteriores. A China já construiu mais de 13 mil fábricas inteligentes de nível avançado, e mais de mil cenários de aplicação foram formados em 20 setores, incluindo nos setores siderúrgico, automotivo e farmacêutico, observou Wang.
Por trás desse esforço está uma base sólida de infraestrutura. Até o final de setembro, a capacidade de computação inteligente atingiu 2.592 EFLOPS, um aumento anual de 146%. O termo EFLOPS, ou ExaFLOPS, refere-se a uma unidade que mede o desempenho computacional, com cada unidade representando 1 quintilhão de operações em ponto flutuante por segundo.
Dados mais recentes do Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,6% ano a ano nos primeiros três trimestres, superando 107 trilhões de yuans (US$15,9 trilhões), com o setor manufatureiro representando 25,7% do PIB.
Novos motores de crescimento tornaram-se um motor fundamental para a expansão industrial. Nos primeiros três trimestres, a manufatura de alta tecnologia e digital representou mais de 20% da produção de valor agregado industrial, mas gerou mais da metade do crescimento industrial, segundo dados do DNE.

