(Multimídia) Entrevista: Parceria com China é construtiva no fortalecimento da resiliência comunitária e desenvolvimento da África, diz funcionária da IFRC -Xinhua

(Multimídia) Entrevista: Parceria com China é construtiva no fortalecimento da resiliência comunitária e desenvolvimento da África, diz funcionária da IFRC

2026-10-04 18:37:15丨portuguese.xinhuanet.com
Seminário sobre a Construção da Comunidade Resiliente para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho sob o Quadro de Cooperação China-África é realizado em Beijing, capital da China, em 10 de setembro de 2026. (Xinhua/Zhang Yuwei)

   Beijing, 4 out (Xinhua) -- Parcerias entre a China e os países africanos fortalecem a resiliência comunitária e a capacidade para o desenvolvimento sustentável a longo prazo, disse uma funcionária humanitária.

   "Vemos esse engajamento como construtivo e esperamos fortalecer e expandir ainda mais essa cooperação para mais áreas", disse Asha Mohammed, representante permanente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, em inglês) para a União Africana e Organizações Internacionais.

   Mohammed, que também lidera a Delegação da IFRC para Etiópia e Djibuti, fez essas declarações em uma entrevista recente à Xinhua à margem de um seminário sobre a construção da comunidade resiliente para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho sob o Quadro de Cooperação China-África em Beijing.

   O seminário de duas semanas realizado em setembro, apoiado pela IFRC, foi sediado pelo Centro de Treinamento da Sociedade da Cruz Vermelha da China.

   Vinte e seis representantes das sociedades nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho de 19 países africanos, juntamente com representantes da IFRC, participaram de palestras, visitas de campo e discussões interativas durante o seminário, trocando experiências e aprendendo com as práticas chinesas em redução de risco de desastres, resiliência comunitária e desenvolvimento sustentável.

   "Este treinamento permitirá que os participantes aprendam com a experiência da China, assim como uns com os outros", disse Mohammed. "Os participantes poderão usar o aprendizado para desenvolverem soluções que respondam às necessidades das comunidades em seus próprios países."

   Nos países africanos, desastres naturais estão se tornando mais frequentes e graves como resultado das mudanças climáticas. As crises também estão se tornando cada vez mais prolongadas, deixando as comunidades com menos tempo e menos recursos para se recuperar entre os desastres. Ao mesmo tempo, as pessoas ainda precisam de acesso a cuidados de saúde, educação e meios de subsistência de qualidade.

   Portanto, disse Mohammed, a resposta humanitária não pode ser separada do desenvolvimento de longo prazo. "Precisamos de abordagens que abordem os dois juntos."

   "Nesse contexto, o treinamento sobre resiliência comunitária é oportuno e prático, ajudando os participantes a explorar como a resposta humanitária e o desenvolvimento podem ser reunidos para enfrentar os desafios da África de forma mais sustentável", disse ela.

   Alcançar resultados de desenvolvimento duradouro é outro desafio importante. As comunidades podem fazer progressos significativos, mas um novo desastre pode rapidamente minar esses ganhos.

   Sistemas de alerta precoce são parte importante da preparação, mas avisos sozinhos não são suficientes, disse Mohammed, acrescentando que a questão crítica é se as comunidades têm os recursos, a capacidade e a liderança para transformar alertas precoces em ações precoces e reduzir o impacto dos desastres.

   "O fortalecimento da resiliência comunitária significa não apenas antecipar e se preparar para choques, mas também agir conforme os avisos, sustentar ganhos de desenvolvimento e se recuperar mais rapidamente quando ocorrem desastres", disse ela. "Nesse sentido, o foco do treinamento em comunidades resilientes é particularmente oportuno e prático."

   A China tem se engajado ativamente em atividades de fortalecimento de capacidades no nível da União Africana, incluindo aquelas focadas em segurança alimentar e sistemas comunitários de saúde, e tem compartilhado suas valiosas experiências, disse Mohammed.

   A cooperação vai além de atender às necessidades humanitárias imediatas e fortalecer a capacidade das instituições e comunidades africanas de sustentar esses esforços a longo prazo, afirmou.

   "O treinamento é um bom exemplo dessa abordagem. Ao compartilhar conhecimento e fortalecer a capacidade local, a parceria com a China pode ajudar a fortalecer a própria capacidade africana de desenvolvimento independente e sustentável, o que está alinhado com a abordagem de soluções duradouras da IFRC", disse Mohammed.

Moradias ficam inundadas depois que o rio Tana transbordou as margens devido a chuvas pesadas na área Minjila, no distrito do Rio Tana, costa norte do Quênia, em 3 de dezembro de 2023. (Foto por Joy Nabukewa/Xinhua)
Kelvin (à esquerda) e Ning Yunfeng inspecionam um reservatório em Buswelu da região de Mwanza, Tanzânia, em 12 de junho de 2023. (Xinhua/Wang Guansen)

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