
Sean Stein, presidente do Conselho Empresarial EUA-China (USCBC, na sigla em inglês), fala em um evento empresarial em Guangzhou, na província de Guangdong, sul da China, em 8 de abril de 2026. (Xinhua)
Por Xiong Maoling
Washington, 27 set (Xinhua) -- Manter relações econômicas e comerciais sólidas entre os Estados Unidos e a China, as "duas maiores e mais dinâmicas" economias do mundo, é "absolutamente essencial", disse Sean Stein, presidente do Conselho Empresarial EUA-China (USCBC, na sigla em inglês).
Ao longo das últimas quatro décadas, tanto a China quanto os Estados Unidos "se beneficiaram imensamente da robusta relação econômica", disse Stein recentemente em entrevista à Xinhua.
Ele enfatizou que, mesmo em meio a desafios, é essencial lembrar os benefícios substanciais que essa relação traz para ambos os povos.
"É simplesmente impossível para qualquer uma das economias funcionar com seu potencial máximo sem uma relação forte e viável com a outra", disse ele.
Tendo como pano de fundo a visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, Stein destacou o valor da diplomacia entre chefes de Estado.
Para a maioria das empresas americanas, o tamanho do mercado chinês não é a única razão para permanecer na China. A "enorme quantidade de inovação" do país também é um fator importante, disse ele, classificando a China como um dos lugares mais inovadores do mundo.
No passado, o futuro talvez fosse moldado com mais frequência no Japão, nos Estados Unidos ou na Europa; mas agora, em um número crescente de áreas, vê-se o futuro sendo criado na China, disse ele. "Se você quer ver o futuro, o único lugar para vê-lo é aqui (na China)".
Stein acredita ser "essencial" que as empresas dos EUA mantenham uma presença na China conduzir suas próprias atividades de pesquisa e desenvolvimento.
"Há uma enorme quantidade de inovação ocorrendo na China, e é importante estar presente localmente para ver e compreender essa inovação, assim como para aproveitar a alta qualidade dos trabalhadores e da pesquisa chineses", disse ele.

Visitantes observam um robô na área de exposição da empresa chinesa Unitree Robotics na Feira de Produtos Eletrônicos de Consumo (CES, na sigla em inglês) 2025, em Las Vegas, Estados Unidos, em 8 de janeiro de 2025. (Foto de Zeng Hui/Xinhua)
No setor de ciências da vida, por exemplo, a inovação na China está criando novas oportunidades de cooperação entre EUA e China, com muitas inovações surgindo em áreas como a descoberta de medicamentos e o tratamento do câncer, disse Stein.
"Em muitos casos, as empresas chinesas especializadas em identificar moléculas que poderiam ser utilizadas em tratamentos médicos ou em novos medicamentos ainda não possuem tanta experiência na condução de ensaios clínicos, na obtenção de aprovação global para novos fármacos ou na ampliação da produção. Isso cria parcerias muito naturais entre algumas das empresas chinesas em ascensão e empresas globais já estabelecidas", disse ele.
Ao mesmo tempo, o presidente do USCBC observou que as empresas estrangeiras que investem na China buscam "ativamente" parceiros chineses "capazes de ajudar a suprir algumas de suas lacunas".
Stein descreveu essa dinâmica como uma trajetória de desenvolvimento das empresas chinesas, que passaram a estar no mesmo nível das empresas estrangeiras; ao trabalharem juntas, elas podem se tornar mais competitivas, ágeis e bem-sucedidas.
Fundado em 1973, o USCBC descreve-se como uma associação privada, apartidária e sem fins lucrativos que representa cerca de 270 empresas dos EUA que atuam na China, incluindo a maioria das maiores companhias americanas presentes no país.
Quanto ao futuro, Stein destacou que a maioria das empresas dos EUA permanece otimista em relação às suas perspectivas na China para os próximos cinco anos, indicando que não têm planos de deixar o mercado chinês. Enquanto isso, mais da metade das empresas associadas ao USCBC planeja continuar investindo na China este ano, observou ele.
"Acredito que isso também seja um voto de confiança tanto na importância da relação econômica quanto no futuro, além de demonstrar otimismo em relação ao futuro, não apenas da relação entre os EUA e a China, mas também da própria China e de sua economia", disse Stein.







