Rio de Janeiro, 28 set (Xinhua) -- A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil atingiu 9,293 trilhões de reais (US$ 1,781 trilhão) em agosto, um aumento de 0,04% em comparação com julho, informou segunda-feira o Tesouro Nacional.
O aumento ocorreu apesar do resgate líquido de títulos da dívida pública no valor de 83,9 bilhões de reais (US$ 16,073 bilhões) em agosto. A redução do endividamento foi parcialmente compensada pela adição de 79,66 bilhões de reais (US$ 15,261 bilhões) em pagamentos de juros ao saldo devedor.
Os títulos federais domésticos, que representam a maior parte da dívida, diminuíram 0,05% em agosto, para 8,944 trilhões de reais (US$ 1,714 trilhão).
Em contrapartida, a dívida pública federal externa aumentou 2,41%, atingindo 348,26 bilhões de reais (US$ 66,716 bilhões), segundo dados do Tesouro.
O custo médio acumulado da dívida federal subiu de 12,45% ao ano em julho para 12,59% em agosto, enquanto o prazo médio de vencimento aumentou de 4,05 para 4,10 anos.
A composição da dívida também apresentou aumento na participação de títulos atrelados a taxas de juros variáveis, principalmente à Selic, que subiu de 51,11% para 52,74% do total. Os títulos atrelados a índices de preços diminuíram sua participação de 26,02% para 23,22%, enquanto os títulos de taxa fixa aumentaram de 19,22% para 20,31%.
O resultado de agosto ocorreu em um contexto das altas taxas de juros no Brasil, onde a Selic permanece em 14% ao ano, elevando os custos de financiamento do governo e adicionando juros ao saldo da dívida.
O Plano Anual de Financiamento do Tesouro prevê que a dívida pública federal encerrará 2026 entre 9,7 e 10,3 trilhões de reais (US$ 1,858 e US$ 1,973 trilhão).

