
Estudantes participam de uma aula de língua chinesa no Instituto Confúcio da Universidade de Cabul, em Cabul, Afeganistão, em 26 de setembro de 2026. Fundado em 2008, o Instituto Confúcio em Cabul capacitou centenas de estudantes afegãos em língua chinesa ao longo de quase duas décadas. (Foto de Saifurahman Safi/Xinhua)
Cabul, 27 set (Xinhua) -- Em uma sala de aula moderna e bem equipada na Universidade de Cabul, Jawid Ahmadi está sentado em postura ereta, absorvendo atentamente cada nuance dos tons cuidadosamente pronunciados por seu instrutor de chinês.
Para Ahmadi, os caracteres complexos no quadro branco representam muito mais do que uma habilidade linguística. Eles formam um caminho estratégico para o crescimento pessoal e para o fortalecimento dos laços entre o Afeganistão e a vizinha China.
"Meu objetivo principal é continuar meus estudos na China, cursando um mestrado e, futuramente, um doutorado", explicou Ahmadi com determinação serena. Sua família vê seu progresso no idioma como um possível catalisador para a ascensão socioeconômica.
"Aprender chinês pode contribuir para meu crescimento econômico pessoal e, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento econômico do meu país", disse Ahmadi à Xinhua durante a aula. Além da ambição individual, Ahmadi se vê como um intermediário.
"Quero ser uma ponte de comunicação e compreensão entre o Afeganistão e a China", acrescentou ele. Ahmadi faz parte de uma geração crescente de jovens afegãos que enxergam o domínio do chinês como um ativo estratégico capaz de abrir portas para bolsas de estudo, oportunidades profissionais e horizontes mais amplos.
O Instituto Confúcio da Universidade de Cabul admite apenas um número limitado de recém-formados do ensino médio a cada ano, por meio de um exame público de admissão, embora a demanda pelo ensino da língua chinesa supere significativamente sua capacidade.
Abbas, que concluiu seus estudos no instituto há cerca de um mês e agora ocupa um cargo em uma empresa privada, atribui vantagens concretas em sua carreira às suas habilidades no idioma.
"Aprender chinês pode ser particularmente valioso na esfera econômica, pois cria maiores oportunidades de emprego, assim como mais oportunidades para negócios e comércio", observou ele.
"O interesse em aprender chinês cresce a cada dia".
Para um número crescente de jovens afegãos, a proficiência em chinês abriu portas para o ensino superior, o emprego e o empreendedorismo, motivando um grupo cada vez maior a dominar o idioma e aproveitar as oportunidades emergentes.
Heela Wardak, outra ex-estudante, descreve uma trajetória transformadora. Após se formar, ela ocupou vários cargos no Afeganistão antes de se mudar para Beijing, onde atualmente ensina pashto na Universidade de Estudos Estrangeiros de Beijing.
Ela considera o instituto um canal essencial para a compreensão mútua. "O Instituto Confúcio serve como uma ponte que conecta os afegãos ao povo chinês", disse Wardak à Xinhua. "Ele oferece aos afegãos a oportunidade de conhecer a cultura chinesa, o modo de vida das pessoas, o progresso econômico do país e outros aspectos importantes da sociedade chinesa".
Graças à sua fluência, Wardak acredita ter contribuído de forma significativa para promover o diálogo e fortalecer os laços entre as duas nações vizinhas.
Fundado em 2008, o Instituto Confúcio em Cabul capacitou centenas de estudantes afegãos em língua chinesa ao longo de quase duas décadas. Atualmente, mais de 100 estudantes estão matriculados em diversos níveis acadêmicos, segundo Wahidullah Halimy, diretor-executivo do instituto.
O aumento na demanda, observou ele, deve-se à disponibilidade de bolsas de estudo na China, às perspectivas de emprego em expansão e à crescente presença de empresas chinesas, especialmente aquelas que atuam no setor de mineração do Afeganistão.
"Os graduados do Instituto Confúcio conseguem emprego em empresas chinesas", disse Halimy à Xinhua. "Todos os nossos graduados conseguem emprego e estão satisfeitos com suas carreiras profissionais".
O interesse tem crescido consistentemente ano após ano. Para atender ao número crescente de interessados em aprender, Halimy tem solicitado às autoridades afegãs e ao Instituto Confúcio que facilitem a vinda de mais instrutores chineses.
Cursos complementares também são oferecidos na Universidade de Nangarhar, no leste do Afeganistão, e em uma instituição privada em Cabul.
Para um número crescente de jovens afegãos, o idioma chinês deixou de ser apenas uma disciplina acadêmica para se tornar uma ferramenta pragmática de mobilidade econômica, intercâmbio intercultural e maior interação bilateral, em um momento crucial para a busca do Afeganistão por parcerias internacionais mais amplas.

Estudantes participam de uma aula de língua chinesa no Instituto Confúcio da Universidade de Cabul, em Cabul, Afeganistão, em 26 de setembro de 2026. Fundado em 2008, o Instituto Confúcio em Cabul capacitou centenas de estudantes afegãos em língua chinesa ao longo de quase duas décadas. (Foto de Saifurahman Safi/Xinhua)

Foto mostra o Instituto Confúcio da Universidade de Cabul, em Cabul, Afeganistão, em 26 de setembro de 2026. Fundado em 2008, o Instituto Confúcio em Cabul capacitou centenas de estudantes afegãos em língua chinesa ao longo de quase duas décadas. (Foto de Saifurahman Safi/Xinhua)

Estudantes participam de uma aula de língua chinesa no Instituto Confúcio da Universidade de Cabul, em Cabul, Afeganistão, em 26 de setembro de 2026. Fundado em 2008, o Instituto Confúcio em Cabul capacitou centenas de estudantes afegãos em língua chinesa ao longo de quase duas décadas. (Foto de Saifurahman Safi/Xinhua)







