
(Xinhua/Pang Xinglei)
Nações Unidas, 27 set (Xinhua) -- A China unirá forças com todos outros países para construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade e tornar o mundo um lugar melhor para todos, disse o vice-presidente chinês, Han Zheng, no sábado.
Han fez essas declarações ao proferir um discurso no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
De acordo com ele, o mundo está testemunhando mudanças interligadas e turbulências, conflitos geopolíticos prolongados, disparidades de desenvolvimento cada vez maiores e um número crescente de desafios globais.
Observando que o presidente chinês Xi Jinping apresentou a Iniciativa de Desenvolvimento Global na 76ª Sessão da Assembleia Geral da ONU e, desde então, propôs a Iniciativa de Segurança Global, a Iniciativa de Civilização Global e a Iniciativa de Governança Global, Han afirmou que essas iniciativas proporcionam orientação estratégica para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.
Ele destacou que cada vez mais países desejam unir forças para assumir a missão histórica de enfrentar dificuldades e desafios e avançar no bem-estar de toda a humanidade.
Han apresentou quatro propostas:
Primeiro, salvaguardar a ordem internacional pós-guerra e promover uma paz duradoura baseada na segurança comum. Colocar em prática a visão de uma segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável e rejeitar a mentalidade da Guerra Fria e o confronto entre blocos.
Resolver diferenças e disputas por meio de diálogo e consulta, e se opor a ações militares unilaterais que violem a Carta da ONU e contornem a autorização do Conselho de Segurança.
Segundo, enfrentar o desafio do desenvolvimento global e promover a prosperidade para todos por meio de abertura e cooperação. Manter o desenvolvimento no núcleo da agenda internacional e formar conjuntamente uma parceria de desenvolvimento global que se baseia na unidade e na igualdade e é equilibrada e inclusiva.
Dar prioridade a áreas-chave, incluindo a redução da pobreza, a segurança alimentar e a transição energética, intensificar a alocação de recursos e aumentar o apoio aos países do Sul Global. Adotar uma abordagem centrada no povo, buscar o que é positivo e o bem, e envidar esforços para diminuir a divisão digital.
Proteger firmemente o sistema de comércio multilateral, construir uma economia mundial aberta e garantir que a globalização econômica seja inclusiva e traga benefícios para todos.
Terceiro, avançar no intercâmbio e na aprendizagem mútua entre civilizações e reconstruir a unidade e a confiança mútua por meio de comunicação e diálogo. Utilizar a plataforma da ONU para impulsionar os intercâmbios interpessoais, promover o entendimento mútuo e a amizade entre os povos, assim como o desenvolvimento comum de diversas civilizações.
Rejeitar preconceitos ideológicos e respeitar os caminhos de desenvolvimento e os sistemas sociais decididos de forma independente pelos povos de todos os países. Aprofundar o compartilhamento de práticas de governança e explorar conjuntamente maneiras para enfrentar os desafios da nossa época.
Quarto, manter o compromisso com o multilateralismo e tomar medidas para salvaguardar a equidade e a justiça. A China defende que todos os países, grandes ou pequenos, são membros iguais da comunidade internacional e que as questões mundiais devem ser tratadas por todos por meio de consulta, mantendo conjuntamente o Estado de direito, a equidade e a justiça nos assuntos internacionais.
Os países devem unir forças e agir em conjunto para salvaguardar a ONU e torná-la mais forte. A China apoia a ONU em sua reforma e autoaperfeiçoamento, bem como na resposta eficaz a desafios globais, incluindo as mudanças climáticas e a segurança de saúde pública.
Han enfatizou que a República Popular da China restaurou seu assento legítimo nas Nações Unidas em 1971, o que tem um significado profundo e de longo alcance tanto para a China quanto para o mundo.
Ao longo dos últimos 55 anos, a China tem sido uma força estabilizadora em um mundo conturbado, disse ele, ressaltando que a China está firmemente comprometida em buscar um desenvolvimento pacífico e possui o melhor recorde em paz e segurança entre os principais países.
Como um dos principais motores do desenvolvimento comum, a China realizou dois milagres em seu território, designadamente, o rápido crescimento econômico e a estabilidade social de longo prazo e, durante muitos anos, contribuiu com cerca de 30% para o crescimento global, observou Han.
Segundo ele, a China, uma força progressiva em uma era de mudança, sempre defendeu os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento e trabalhou em prol de um sistema de governança global mais justo e equitativo.
Han apontou que, não importa quanto a dinâmica internacional venha a evoluir, a China permanece inabalável em sua busca pela paz e pelo desenvolvimento, em sua dedicação à salvaguarda da equidade e da justiça e em seu compromisso com o multilateralismo.
Durante sua estadia em Nova York, Han manteve reuniões separadas com a presidente da Bulgária, Iliana Iotova, o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, o presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, o presidente de Gana, John Dramani Mahama, e o presidente de Kiribati, Taneti Maamau.
Os presidentes elogiaram as importantes ideias e iniciativas propostas por Xi, expressaram admiração pelas conquistas de desenvolvimento da China e reafirmaram a firme adesão de seus governos ao princípio de Uma Só China.
Os presidentes também manifestaram a disposição para reforçarem ainda mais a confiança mútua estratégica com a China, aprofundarem a cooperação prática, fortalecerem a coordenação multilateral e darem maiores contribuições para o bem-estar dos povos e o desenvolvimento sustentável global.

(Xinhua/Pang Xinglei)

