Beijing, 27 jul (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, disse nesta segunda-feira que a China está pronta para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil.
Xi fez essas declarações durante uma conversa por telefone com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Xi ressaltou que, nos últimos anos, a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado e o alinhamento das estratégias de desenvolvimento dos dois países registraram avanços positivos, o que desempenhou um papel importante no fomento do desenvolvimento de ambas as nações e na melhoria do bem-estar dos dois povos, enquanto contribuiu com uma valiosa estabilidade para um cenário internacional volátil.
Observando que este ano marca o 105º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o início do 15º Plano Quinquenal da China, e que o Brasil dará início a uma agenda política interna de grande importância, Xi afirmou que a China está pronta para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil, mantendo assim o ímpeto positivo na construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado.
Xi destacou que, diante de novas circunstâncias e desafios, a China e o Brasil, ambos importantes membros do Sul Global, devem posicionar-se firmemente do lado certo da história, bem como do lado do progresso da civilização, e desempenhar um papel construtivo ainda maior na reforma e no aprimoramento do sistema de governança global, além de defender a equidade e a justiça internacionais.
Ambos os lados devem promover conjuntamente o desenvolvimento de alta qualidade de uma cooperação mais ampla entre os BRICS, traçar o rumo correto para a cooperação, manter o ímpeto da unidade, gerar mais resultados e escrever um novo capítulo de solidariedade e autossuficiência para o Sul Global, salientou ele.
A China, disse Xi, valoriza muito o status internacional e a importante influência do Brasil e apoia o país na defesa de sua soberania e independência, na oposição à interferência externa e na contribuição para a manutenção da paz e da estabilidade regionais e mundiais.

