Rio de Janeiro, 20 jul (Xinhua) -- Analistas do mercado financeiro brasileiro reduziram sua projeção de inflação para 2026 pela terceira semana consecutiva, estimando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) fechará o ano em 5,15%, abaixo da projeção de 5,16% da semana passada, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A nova projeção reforça a percepção de uma desaceleração gradual das pressões inflacionárias na maior economia da América Latina, embora a inflação permaneça acima da meta oficial do Banco Central.
As expectativas de crescimento econômico permaneceram estáveis pela terceira semana consecutiva. O mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 1,99% em 2026, enquanto projeta expansões de 1,65% e 2,0% para 2027 e 2028, respectivamente.
Em relação à taxa de câmbio, os analistas mantiveram a previsão de que o dólar fechará 2026 a 5,20 reais, enquanto para 2027 e 2028 esperam níveis de 5,28 e 5,30 reais por dólar, respectivamente.
O mercado também manteve inalterada a expectativa para a taxa básica de juros Selic, que deverá encerrar 2026 em 14,0%, abaixo do nível atual de 14,25%. Essa previsão reflete a expectativa de que o Banco Central possa iniciar um ciclo gradual de reduções na taxa de juros nos próximos meses, caso a inflação continue a moderar.
O Boletim Focus reúne projeções semanais de mais de cem instituições financeiras e consultorias e é o principal indicador das expectativas do mercado em relação à evolução da economia brasileira.

