Rio de Janeiro, 20 jul (Xinhua) -- O Brasil deu mais um passo nesta segunda-feira para reduzir sua dependência de fornecedores estrangeiros de medicamentos, vacinas e insumos médicos com a promulgação da Lei que cria a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, uma política de longo prazo que visa tornar o setor um dos motores do desenvolvimento tecnológico e industrial do país.
A iniciativa busca fortalecer a capacidade do Brasil de produzir localmente medicamentos, vacinas, equipamentos médicos, reagentes de laboratório e outros produtos considerados estratégicos, quando diversos países enfrentaram dificuldades de acesso a insumos essenciais devido a interrupções nas cadeias de suprimentos globais.
A legislação estabelece um marco permanente para coordenar políticas públicas de pesquisa, inovação, desenvolvimento industrial e compras governamentais, com o objetivo de estimular investimentos, aumentar a produção nacional e acelerar a incorporação de novas tecnologias ao sistema de saúde.
O governo acredita que o fortalecimento do complexo industrial da saúde não só reforçará a segurança sanitária do país, como também impulsionará setores de alto valor agregado, fomentará a criação de empregos qualificados e reduzirá a vulnerabilidade do Brasil a futuras crises internacionais.
Durante a cerimônia de promulgação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a pandemia demonstrou que nenhum país pode depender inteiramente de fontes externas para garantir o acesso de sua população a medicamentos, vacinas e outros insumos essenciais.
A nova estratégia visa também fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), o maior sistema público de saúde universal da América Latina, por meio de maior integração entre governo, universidades, centros de pesquisa e indústria nacional.
Com essa política, o Brasil busca consolidar sua posição como polo regional de produção e inovação no setor da saúde, reduzindo sua dependência tecnológica e fortalecendo um setor considerado estratégico tanto para o desenvolvimento econômico quanto para a segurança nacional.

