Beijing, 13 jul (Xinhua) -- Um funcionário do Departamento dos Assuntos Asiáticos do Ministério das Relações Exteriores da China convocou no domingo o ministro-chefe da Embaixada do Japão na China para apresentar representações solenes e expressar forte insatisfação e protesto.
A medida ocorreu depois que o ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, deu destaque à chamada "Decisão Arbitral sobre o Mar do Sul da China" 10 anos após sua emissão e que o Japão emitiu uma declaração conjunta relevante com outros países.
O lado chinês destacou que o Japão tem responsabilidades históricas na questão do Mar do Sul da China e nunca as assumiu, não estando, portanto, em posição de emitir julgamentos.
As graves palavras e ações do Japão desafiam a ordem internacional pós-guerra e o Estado de Direito Internacional. Ao aplicar padrões duplos e provocar problemas, o Japão mina a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China e vai contra os interesses e aspirações compartilhados dos países da região. Isso despertou o alarme histórico e a forte indignação da comunidade internacional, incluindo a China, sobre as atrocidades agressivas e coloniais do Japão desde os tempos modernos.
A China combaterá resoluta e vigorosamente a provocação do Japão e salvaguardará firmemente sua soberania territorial e direitos e interesses marítimos, disse o Ministério das Relações Exteriores da China.
A China também apresentou representações severas sobre a questão de Taiwan, as armas químicas abandonadas pelo Japão, as observações infundadas dos parlamentares japoneses sobre as políticas étnicas da China e uma série de tendências negativas nas forças armadas e na segurança do Japão.

