Beijing, 8 jul (Xinhua) -- Um porta-voz da parte continental da China criticou, nesta quarta-feira, as autoridades de Taiwan por distorcerem os esforços da parte continental para fortalecer as relações através do Estreito e por obstrução dos intercâmbios normais.
Chen Binhua, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, fez essas declarações em uma coletiva de imprensa regular, em resposta a uma pergunta da mídia sobre o plano do Partido Progressista Democrata (PPD) de intensificar o escrutínio sobre os intercâmbios entre os dois lados do Estreito e proibir atividades que eles classificam como trabalho da "frente unida".
Chen enfatizou que o trabalho da frente unida tem uma longa história e é aberto e transparente. Seu objetivo é promover uma ampla unidade e reunir todas as forças que possam contribuir para a revitalização nacional com base em interesses, objetivos, laços emocionais e futuro compartilhados.
As autoridades do PPD têm repetidamente estigmatizado o trabalho da frente unida para difamar as políticas do continente que beneficiam os compatriotas de Taiwan e os programas de intercâmbio entre os dois lados do Estreito, ao mesmo tempo que intimidam e reprimem os residentes de Taiwan que participam desses intercâmbios, disse Chen.
"As autoridades do PPD deveriam se perguntar se ainda permitem, de fato, algum tipo de intercâmbio normal entre os dois lados do Estreito", disse ele.
Observando que o trabalho da parte continental da China relacionado a Taiwan sempre foi orientado pelos interesses fundamentais da nação chinesa e pelos interesses comuns dos compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan, Chen disse que a parte continental da China continua comprometida com a união dos compatriotas de Taiwan e com o respeito aos interesses e sentimentos das pessoas de todos os setores em Taiwan.
Chen reiterou que a parte continental da China está disposta a fortalecer os intercâmbios com partidos políticos, organizações e pessoas de todas as esferas da sociedade em Taiwan, com base no fundamento político comum de aderir ao Consenso de 1992 e se opor à "independência de Taiwan".
A parte continental continuará a implementar políticas que garantam tratamento igualitário aos compatriotas de Taiwan, a adotar medidas que beneficiem os residentes e as empresas de Taiwan, a facilitar a cooperação econômica e os intercâmbios interpessoais através do Estreito de Taiwan e a permitir que os compatriotas e as empresas de Taiwan compartilhem oportunidades de desenvolvimento no continente, proporcionando assim maiores benefícios às pessoas de ambos os lados do Estreito de Taiwan, acrescentou ele.

