Dalian, 4 jul (Xinhua) -- Cientistas chineses partiram na sexta-feira para a 16ª expedição ao Ártico do país, enquanto três navios de pesquisa oceanográfica, nomeadamente Xuelong, Xuelong 2 e Jidi, deixaram a cidade costeira de Dalian, na Província de Liaoning, no nordeste da China.
Esta expedição é organizada pelo Ministério dos Recursos Naturais e realizada conjuntamente por esses três navios e outro navio de pesquisa, o Tansuo-3. Espera-se que seja concluída no início de outubro deste ano.
A expedição terá como foco responder às mudanças climáticas globais e seus impactos, realizar levantamentos e monitoramento abrangentes em áreas como gelo marinho, hidrologia, biologia, ecologia e ambiente atmosférico em áreas-chave do Oceano Ártico.
O líder da equipe desta expedição, Wang Jinhui, afirmou que atualmente o ambiente natural do Ártico está passando por mudanças rápidas e profundas impulsionadas pelo aquecimento climático global, com tendências como o derretimento do gelo marinho se intensificando. Essas mudanças dizem respeito à sobrevivência e ao desenvolvimento do ser humano como um todo, com significado global e impacto internacional.
Wang acrescentou que as expedições árticas sustentadas e abrangentes da China servem como apoio importante para enfrentar as mudanças climáticas globais e promover o desenvolvimento sustentável na região ártica.
Esta expedição também explorará questões internacionais de fronteira, incluindo o mecanismo de acreção da Cordilheira de Gakkel e a evolução dinâmica da crosta oceânica, além de realizar operações colaborativas com cientistas da Rússia, Alemanha e outros países. Isso proporcionará apoio científico para que a China e a comunidade internacional possam melhor compreender, proteger e governar o Ártico.

