Beijing, 4 jul (Xinhua) -- A China instou os Estados Unidos e a União Europeia (UE) a deixarem de exagerar a chamada questão étnica e a pararem de interferir nos assuntos internos da China, afirmou nesta sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun.
De acordo com reportagens da mídia, os Estados Unidos e a UE expressaram a chamada "preocupação" com a Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos da China, que entrou em vigor na quarta-feira.
Em resposta, Guo afirmou em uma coletiva de imprensa regular que, ao adotarem uma visão tendenciosa e difamarem maliciosamente as políticas étnicas da China, os países em questão inventaram e espalharam desinformação, interferiram descaradamente nos assuntos internos da China e minaram a unidade étnica do país. "A China se opõe firmemente a isso", disse Guo.
A China é um país multiétnico onde diversos grupos étnicos são todos iguais e estão unidos em uma relação harmoniosa de ajuda mútua, disse Guo, ressaltando que o fortalecimento do Estado de Direito contribui para proteger melhor os direitos e interesses legítimos de todos os grupos étnicos e para reforçar a unidade étnica.
O governo chinês atribui grande importância à preservação das culturas das minorias étnicas e protege legalmente o direito de todos os grupos étnicos de usar e desenvolver suas próprias línguas faladas e escritas. As práticas e conquistas da China nessa área têm sido amplamente reconhecidas pela comunidade internacional, observou Guo.
Certos países, arraigados em preconceitos ideológicos e movidos por manipulações políticas, optam por fechar os olhos ao progresso da China no desenvolvimento socioeconômico e na proteção dos direitos humanos. Em vez disso, tiram as coisas fora do contexto, difamam maliciosamente as políticas étnicas da China e inventam e disseminam informações falsas. Com essa grave interferência nos assuntos internos da China, eles tentam minar a unidade étnica no país, acrescentou Guo.

