
Foto tirada por drone em 6 de junho de 2026 mostra polo logístico do Porto de Morebaya, que atende ao projeto de minério de ferro de Simandou, na Prefeitura de Forecariah, Região de Kindia, Guiné. (Xinhua/Liu Qiong)
Hoje, impulsionadas pelo desenvolvimento do projeto de minério de ferro de Simandou e pela ascensão do Porto de Morebaya, as comunidades locais vivem grandes mudanças nos transportes, no emprego, no comércio e no cotidiano.
Conacri, 26 jun (Xinhua) -- Conforme o sol da manhã nasce sobre a subprefeitura de Maferinya, na Prefeitura de Forecariah (Guiné), um fluxo constante de caminhões, motocicletas e pedestres circula pela estrada recém-construída que leva ao Porto de Morebaya. Barracas à beira da estrada exibem uma variedade de pescados, frutas, legumes e itens diários, enquanto o som das negociações entre compradores e vendedores se mistura aos gritos dos comerciantes.
As aldeias de pescadores, antes tranquilas, ganharam uma nova vitalidade. Há poucos anos, o cenário era bem diferente: a região era pouco povoada e sofria com a precariedade das vias de transporte.
Hoje, impulsionadas pelo desenvolvimento do projeto de minério de ferro de Simandou e pela ascensão do Porto de Morebaya, as comunidades locais vivem grandes mudanças nos transportes, no emprego, no comércio e no cotidiano.

Foto tirada em 6 de junho de 2026 mostra rua de uma pequena cidade próxima ao Porto de Morebaya, na Prefeitura de Forecariah, Região de Kindia, Guiné. (Xinhua/Liu Qiong)
Localizado no sudeste da Guiné, o projeto de minério de ferro de Simandou, que entrou oficialmente em fase de produção em novembro do ano passado, é um dos maiores projetos de mineração do mundo e conta com algumas das reservas de minério de ferro de mais alta qualidade existentes.
Como participante fundamental do projeto, a China Baowu Steel Group Corporation Limited (Baowu) assumiu importantes tarefas de construção e suporte operacional, desempenhando um papel relevante no avanço das operações relacionadas ao Porto de Morebaya.
"O Porto de Morebaya é um componente importante de todo o projeto Simandou. Atualmente, a construção geral do porto foi praticamente concluída", disse Liu Feng, gerente de operações portuárias designado pela Baowu para o projeto.
Segundo Liu, o Porto de Morebaya consiste principalmente em duas partes: um terminal de minério e um terminal de uso geral. O terminal de minério foi projetado para uma capacidade de movimentação anual de 60 a 70 milhões de toneladas.
Um marco significativo foi alcançado no final de maio, quando um grande navio-tanque atracou no Porto de Morebaya e concluiu as operações de descarga, marcando a entrada do porto em uma nova fase de recebimento e movimentação de embarcações com mais de 10.000 toneladas.
Hoje, o porto não serve apenas como um centro de transporte para materiais necessários à construção e operação do projeto Simandou, mas também está se tornando uma importante porta de entrada que conecta as comunidades locais ao mundo exterior.
Um dos benefícios mais imediatos trazidos pelo porto foi o aumento das oportunidades de emprego.
"Na fase de construção do projeto, contratamos mais de 7.000 funcionários locais no total. Após entrarmos na fase de produção e operação, recrutamos quase 300 funcionários locais que agora trabalham a longo prazo na produção e nas operações portuárias", disse Liu.

Foto aérea tirada por drone em 6 de junho de 2026 mostra uma pequena cidade perto do Porto de Morebaya, na Prefeitura de Forecariah, Região de Kindia, Guiné. (Xinhua/Liu Qiong)
Olhando para o futuro, Liu disse que, com o avanço do projeto Simandou, espera-se que o porto se torne um importante centro logístico integrado para a Guiné e até mesmo para toda a região da África Ocidental.
Aboubacar Yarie Camara, diretor da Escola Primária Central de Maferinya, lembrou que as oportunidades de emprego para os jovens eram escassas na região. Com o envolvimento da Baowu no projeto Simandou, cada vez mais jovens locais conseguiram empregos.
"Hoje, eles trabalham no projeto, e suas famílias também estão sendo beneficiadas por isso", disse ele.
Além disso, o crescimento do emprego também impulsionou os mercados locais.
Camara disse que, no passado, os mercados locais eram relativamente pouco movimentados devido à renda limitada dos moradores. À medida que mais jovens conseguiam emprego por meio do projeto, o poder de compra aumentava e os mercados ficavam gradualmente mais movimentados.
Para o morador local N'Famoussa Soumah, a mudança mais visível foi a melhoria na infraestrutura, especialmente nos transportes.
"O projeto Simandou nos ajudou muito", disse Soumah. "Antes, era muito difícil transitar entre as aldeias. Agora, ficou muito mais conveniente".
Além da infraestrutura e do emprego, o projeto também gerou novas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal.

Foto tirada em 6 de junho de 2026 mostra a Escola Primária Central de Maferinya, perto do Porto de Morebaya, na Prefeitura de Forecariah, Região de Kindia, Guiné. (Xinhua/Liu Qiong)
Nascido em 1992, Mamady Conde estudou a língua chinesa na Universidade de Sichuan, na China.
Após retornar à Guiné, ele ingressou na equipe do Porto de Morebaya como engenheiro de logística, responsável por coordenar o transporte de pessoal e materiais. Em sua opinião, o impacto do projeto vai muito além do próprio porto.
"A construção do porto é uma oportunidade rara de desenvolvimento para a comunidade local", disse Conde. "Antes, não havia tantas pessoas nas aldeias, mas agora, para onde você olha, há gente por toda parte. A área ao redor do porto e as comunidades locais passaram por mudanças enormes".
Depois de concluir o mestrado na Universidade de Ciência e Tecnologia da Informação de Nanjing, na China, Abdoul Gadiri Sow, 27 anos, retornou à Guiné e atua como gerente assistente do terminal de minério do porto, supervisionando as operações de carregamento.
"Durante meus estudos na China, eu esperava ter a oportunidade de participar deste projeto e contribuir para o desenvolvimento do meu país", disse ele.




