Rio de Janeiro, 24 jun (Xinhua) -- O Brasil se tornou um dos primeiros países a ter um plano de descarbonização industrial aprovado por um fundo global para o clima, uma iniciativa que busca acelerar a redução das emissões de gases de efeito estufa em setores industriais de alta intensidade energética, anunciou o governo nesta quarta-feira.
O plano foi aprovado no âmbito do Programa de Descarbonização Industrial do Fundo de Investimento Climático (CIF, sigla em inglês), um mecanismo internacional criado para apoiar países em desenvolvimento em sua transição para modelos de produção de baixa emissão.
A estratégia brasileira inclui o financiamento de processos industriais de baixo carbono, projetos de eficiência energética e o desenvolvimento de polos industriais e infraestrutura voltados para a descarbonização. A implementação será realizada por meio da Plataforma Brasil de Investimento Climático e Transformação Ecológica, responsável pela seleção e estruturação dos projetos.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a iniciativa ampliará o acesso ao financiamento para setores de alta intensidade energética, impulsionando a redução de emissões, atraindo investimentos, criando empregos verdes e fortalecendo a competitividade da indústria brasileira.
Estimativas oficiais indicam que os projetos apoiados evitarão a emissão de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Além disso, espera-se o aumento do uso de energia renovável na indústria, a promoção de práticas de economia circular e a criação de empregos ligados à transição para uma economia de baixo carbono.
O Brasil já havia sido selecionado em 2025 como um dos países beneficiários do programa global de descarbonização industrial do CIF, obtendo uma das maiores pontuações entre as propostas submetidas por 26 nações. A iniciativa brasileira concentra-se em setores de alta emissão, como cimento, aço, alumínio, produtos químicos e fertilizantes.
O plano faz parte da estratégia de transformação ecológica promovida pelo governo brasileiro e está alinhado aos objetivos da política industrial Nova Indústria Brasil, que busca combinar crescimento econômico, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.
Segundo as autoridades brasileiras, a aprovação fortalece a posição do país como um dos atores emergentes na agenda global de descarbonização industrial e transição energética.

