
Pessoas escolhem brinquedos em uma loja da "China Town" em Aqaba, Jordânia, em 12 de junho de 2026. (Xinhua/He Yiping)
Amã, 22 jun (Xinhua) -- Em uma tarde quente de verão na "China Town" em Aqaba, um mercado movimentado, compradores passavam pelos corredores cheios de mercadorias coloridas, enquanto comerciantes chineses negociavam preços com os clientes em árabe fluente.
Para muitos visitantes, essas cenas se tornaram parte habitual da única cidade costeira da Jordânia. Desde sua criação em 2006, a "China Town" cresceu e virou um destino popular para moradores e para turistas que visitam Aqaba.
"Sempre que venho a Aqaba, não deixo de visitar a ‘China Town’", disse à Xinhua, Khaled Abu Rakab, morador da província de Jerash, no norte da Jordânia, enquanto passeava pelo mercado.
"A variedade de produtos e os preços incentivam os visitantes a fazerem compras aqui regularmente", disse Abu Rakab. "O mercado também permite que os jordanianos interajam diretamente com os comerciantes chineses e conheçam melhor os produtos que eles oferecem ".
A "China Town" tem dezenas de lojas que vendem uma ampla gama de produtos fabricados na China, incluindo roupas, brinquedos, artigos para o lar, acessórios, perfumes e lembrancinhas. Sua popularidade reflete uma mudança mais ampla na atitude dos consumidores jordanianos em relação aos produtos chineses.
Rose Hassan, moradora da capital Amã, disse que os produtos chineses conquistaram uma aceitação crescente na Jordânia, e muitos jordanianos agora os veem como itens confiáveis e de boa relação custo-benefício, em vez de apenas alternativas baratas.
"Muitas marcas chinesas agora competem fortemente em diferentes setores, de eletrônicos a automóveis", disse ela. "Quando visito Aqaba, venho aqui comprar artigos para o lar e roupas, pois o mercado tem uma grande variedade de produtos que atendem às necessidades da família a preços acessíveis".
Por trás das vitrines movimentadas, há anos de cooperação e amizade entre comerciantes chineses e jordanianos.
Xu Bo, um comerciante chinês que vende calçados e brinquedos em Aqaba há mais de 15 anos, agora fala árabe fluentemente. Ele disse que o mercado conquistou uma base fiel de clientes em toda a Jordânia.
"Ao longo dos anos, estabeleci relações comerciais com muitos comerciantes jordanianos", disse Xu. "Juntos, expandimos a distribuição de produtos chineses por todo o país".
Para o comerciante jordaniano Ahmad Zahran, que é casado com uma chinesa e atua no setor de vestuário e acessórios, a importância da "China Town" vai além do comércio.
"O mercado ajudou os jordanianos a compreenderem melhor os produtos chineses e a valorizarem sua qualidade", disse ele. "Mais importante ainda, criou oportunidades de interação direta entre jordanianos e chineses, fortalecendo a confiança e a compreensão mútuas".
Líderes empresariais dizem que o sucesso do mercado reflete o desenvolvimento mais amplo das relações econômicas entre a China e a Jordânia.
Mohammad Abu Omar, comissário de assuntos econômicos e investimentos da Autoridade da Zona Econômica Especial de Aqaba, disse que investidores chineses atuam nos setores de comércio, têxtil, indústria leve e serviços de importação e exportação.
À medida que a cooperação entre as duas partes aumenta, o interesse também se expande para áreas como energia renovável, logística e indústrias voltadas para a exportação, disse Omar.
Nayel Kabariti, presidente da Câmara de Comércio de Aqaba, observou que a presença de investidores chineses ajudou a estabelecer amplos laços econômicos e sociais com a comunidade local, promovendo a compreensão mútua e um modelo de coexistência econômica.
"As conexões diretas entre comerciantes jordanianos e chineses tornaram o comércio mais eficiente e abriram maiores oportunidades para o comércio bilateral", acrescentou ele.

Foto tirada em 14 de junho de 2026 mostra edifício na "China Town" em Aqaba, na Jordânia. (Xinhua/He Yiping)






