Teerã, 15 jun (Xinhua) -- O bloqueio naval dos EUA contra o Irã será suspenso a partir desta noite, e foi anunciado o fim imediato e permanente da guerra e das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano, disse na madrugada desta segunda-feira o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi.
Gharibabadi disse que o Irã e os Estados Unidos assinarão o projeto final do memorando de entendimento de paz na Suíça em 19 de junho, de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.
A Tasnim também citou uma fonte afirmando que o Estreito de Ormuz será reaberto após a cerimônia de assinatura na Suíça.
Ao mesmo tempo, a TV estatal iraniana IRIB, também citando Gharibabadi, disse que a entrada do Irã em um período de 60 dias de negociações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear e a remoção das sanções dependerá do cumprimento, por parte dos EUA, de seus compromissos preliminares, que serão verificados por Teerã a partir de agora até a cerimônia de assinatura.
No início do dia, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou na plataforma de mídia social X que os Estados Unidos e o Irã haviam chegado a um acordo de paz após intensas negociações.
Sharif disse que os dois lados declararam o "fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano", e que mediadores facilitarão uma série de reuniões esta semana com o objetivo de preparar a implementação do acordo.
Minutos depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em sua conta no Truth Social que o acordo de paz entre os EUA e o Irã "está agora concluído" e que ele havia autorizado a abertura do Estreito de Ormuz, sem pagamento de taxas para navegação, e a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA contra os portos iranianos.
No entanto, o site de notícias israelense Ma'ariv, citando fontes israelenses, informou na manhã desta segunda-feira que, em uma ligação telefônica entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e Trump, Netanyahu deixou claro que Israel "não se considera comprometido com a cláusula libanesa do acordo entre os EUA e o Irã".
O memorando de entendimento foi uma surpresa, já que o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (SNSC, sigla em inglês) alertou na noite de domingo sobre uma resposta iminente a um ataque israelense anterior à capital libanesa, Beirute.
"O Líbano é nossa força vital, e qualquer violação das linhas vermelhas do Irã não será tolerada", disse Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do SNSC, citado pela IRIB TV.

