Lula recebe Michelle Bachelet e reafirma apoio do Brasil à sua liderança na ONU-Xinhua

Lula recebe Michelle Bachelet e reafirma apoio do Brasil à sua liderança na ONU

2026-05-12 13:24:15丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 11 mai (Xinhua) -- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a ex-presidente chilena Michelle Bachelet em Brasília nesta segunda-feira e reafirmou o apoio do Brasil à sua candidatura para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas (ONU), substituindo António Guterres, de Portugal, em 2027.

Durante o encontro no Palácio do Planalto, Lula e Bachelet discutiram o atual cenário internacional, a necessidade de reformar a ONU e o fortalecimento do multilateralismo, informou o presidente brasileiro nas redes sociais.

"Sua experiência como chefe de Estado e seu profundo conhecimento da ONU a qualificam para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização", declarou Lula. A ONU nunca foi chefiada por uma mulher desde a sua criação, em 1945.

Guterres, o atual secretário-geral, foi reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos, correspondente ao período de 2022 a 2026. O próximo chefe da organização assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027, e as negociações diplomáticas para a sucessão já estão em andamento.

A candidatura de Bachelet foi apresentada no início de fevereiro pelos governos do Chile, Brasil e México. No entanto, no final de março, após a mudança de governo no Chile e a chegada do presidente conservador José Antonio Kast, Santiago retirou seu apoio à ex-presidente. Brasil e México mantêm seu apoio à política chilena.

Diversos países latino-americanos defendem que, seguindo o princípio da rotação regional dentro da ONU, o próximo secretário-geral deve vir da América Latina e do Caribe.

As atribuições do secretário-geral da ONU incluem representar a organização internacional perante os líderes mundiais, coordenar o sistema das Nações Unidas e trabalhar para promover a paz e mediar conflitos internacionais. Bachelet, de 74 anos, governou o Chile por dois mandatos, de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018. Antes de se tornar presidente, foi ministra da Defesa e ministra da Saúde.

A líder chilena, associada à centro-esquerda, também teve uma carreira internacional de destaque como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres.

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