Entrevista: De "Fabricado na China" a "Inovado na China", estrategista saudita visa laços tecnológicos mais profundos com a China-Xinhua

Entrevista: De "Fabricado na China" a "Inovado na China", estrategista saudita visa laços tecnológicos mais profundos com a China

2026-04-30 14:52:47丨portuguese.xinhuanet.com

Foto de arquivo tirada em 18 de março de 2025 mostra Rayan Al Amoudi, gerente-executivo de estratégia e desenvolvimento de negócios da Nesma Infrastructure & Technology (NIT) e presidente do Centro de Inovação Tecnológica China-Arábia Saudita, discursando no fórum sobre cooperação global em inovação para pequenas e médias empresas em Beijing, capital da China. (Centro de Inovação Tecnológica China-Arábia Saudita/Divulgação via Xinhua)

Riad, 27 abr (Xinhua) -- À medida que a Arábia Saudita avança com sua Visão Saudita 2030 e fortalece seus laços econômicos e tecnológicos com a China, as empresas sauditas estão cada vez mais buscando parcerias de longo prazo com a China, disse um estrategista saudita em entrevista recente à Xinhua.

"A China traz não apenas produtos, mas também tecnologia, experiência e o futuro", disse Rayan Al Amoudi, gerente-executivo de estratégia e desenvolvimento de negócios da Nesma Infrastructure & Technology (NIT) e presidente do Centro de Inovação Tecnológica China-Arábia Saudita.

Em sua visão, a cooperação bilateral evoluiu para além de contratos comerciais e de engenharia, abrangendo transferência de tecnologia, localização, investimento conjunto, transformação digital e inteligência artificial (IA).

A cooperação da NIT com empresas chinesas foca em transformação digital, cidades inteligentes, infraestrutura e energia, de acordo com Al Amoudi.

"O que buscamos agora não é mais simplesmente trazer produtos acabados para a Arábia Saudita. Queremos que a tecnologia venha junto", disse ele, acrescentando que a Arábia Saudita busca introduzir tecnologias e desenvolver capacidade local, em vez de se concentrar apenas no consumo.

A cooperação entre a China e a Arábia Saudita está cada vez mais alinhada a essa tendência, segundo o estrategista.

O ritmo da cooperação corporativa bilateral acelerou notavelmente, e empresas de tecnologia chinesas, como a Huawei, deixaram uma marca profunda com sua expansão no mercado saudita, observou ele.

Enquanto isso, a percepção local sobre a tecnologia chinesa melhorou. "Agora, cada vez mais entidades governamentais e empresas percebem que a tecnologia chinesa oferece uma boa relação custo-benefício, qualidade acessível e é totalmente capaz de atender às necessidades dos projetos", acrescentou ele.

Al Amoudi, que visitou a China diversas vezes, descreveu sua primeira viagem em 2013 como "um choque cultural", dizendo que ficou impressionado com a infraestrutura avançada do país. Cada visita seguinte, observou ele, revelou novas mudanças em aeroportos, transporte e vida digital.

Ele também demonstrou muito interesse nos armazéns inteligentes da China, onde robôs realizam a triagem e o despacho com mínima intervenção humana, assim como nos avanços do país em IA, observando que já havia encontrado serviços baseados em IA em hotéis, entrega de comida e aeroportos.

"As pessoas costumavam dizer ‘Fabricado na China’. Agora, me identifico mais com ‘Inovado na China’", disse Al Amoudi, observando que esse tipo de cooperação para compartilhamento de conhecimento gera maior valor a longo prazo.

Olhando para o futuro, Al Amoudi espera um fortalecimento ainda maior da cooperação bilateral em infraestrutura verde, tratamento de água, transformação digital e data centers de IA.

À medida que a Arábia Saudita se esforça para construir um polo regional de IA, suas vantagens geográficas, energéticas e políticas a tornam altamente competitiva para o desenvolvimento de data centers, e a NIT espera desempenhar um papel maior em projetos relevantes, disse ele.

O especialista também elogiou o ensino da língua chinesa na Arábia Saudita e a política de isenção de visto da China para visitantes sauditas como importantes impulsionadores das relações bilaterais, que ajudam os sauditas a enxergarem a China por meio de intercâmbios diversificados, em vez de suposições ultrapassadas.

Em sua opinião, a Visão Saudita 2030 é altamente compatível com a Iniciativa Cinturão e Rota da China. Com o aprofundamento dos intercâmbios em tecnologia, indústria, educação e contatos interpessoais, as perspectivas para a cooperação econômica e tecnológica entre a China e a Arábia Saudita são amplas, disse ele.

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