Beijing, 28 abr (Xinhua) -- A Air China anunciou recentemente que ampliará sua operação internacional entre China e Brasil, com a introdução de um quarto voo semanal, com escala em Madrid, Espanha. O novo voo entrará em serviço oficialmente a partir de 8 de julho e durará até 24 de outubro no momento.
Com a nova frequência, os voos adicionais partirão de Beijing às quartas-feiras, com escala de aproximadamente duas horas no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, em Madrid, antes de prosseguir para o Brasil. No voo de volta, a partida de Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos ocorrerá às quintas-feiras, com ligação na capital espanhola e regresso à China. O novo voo continuará sendo realizado por aeronaves Boeing 787-9, igual ao modelo atual.
A Air China abriu a rota aérea para São Paulo inicialmente em 2006, com escala em Madrid, utilizando a aeronave Boeing 767, e depois a Airbus A330-200. A rota foi retomada em 28 de abril de 2024, com dois voos por semana.
Como uma das rotas mais distantes com uma escala do mundo, a rota totaliza 17.584 quilômetros, abrangendo os continentes Ásia, Europa, África e América do Sul e voando sobre 11 países, como Mongólia, Rússia, Estônia, Alemanha, Holanda, Bélgica, França, Espanha, Portugal e Brasil. O tempo total do trajeto atinge quase 26 horas.
A expansão da rota é de significado estratégico tanto para o turismo quanto para os negócios entre os dois grandes países em desenvolvimento de diferentes hemisférios. Espera-se que também contribua para reduzir custos logísticos, facilitar a circulação de executivos e dinamizar o intercâmbio bilateral.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 23 de janeiro deste ano, a isenção de vistos para cidadãos chineses em algumas categorias de vistos de curta duração, em resposta à política anterior de isenção de vistos pela China para cidadãos brasileiros.
A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano que posteriormente foi prolongada até 31 de dezembro de 2026.
De acordo com as autoridades turísticas brasileiras, a China tem se tornado um importante mercado estratégico para o turismo internacional brasileiro. Dados da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) informam que 94.400 chineses já visitaram o Brasil entre janeiro e novembro de 2025, o que representa um avanço de 67,5% em 8 anos.
Os analistas acreditam que, além da área do turismo, a política de isenção de vistos também trará vantagens para a cooperação comercial bilateral e o intercâmbio cultural entre a China e o Brasil. Como este ano marca o "Ano Cultural China-Brasil 2026", o desembarque da política de isenção de visto fornecerá maior conveniência para visitas de negócios, pesquisas de investimento e atividades de intercâmbio cultural entre os dois países.
Para Jorge Weber, um empresário brasileiro que tem realizado missões empresariais duas vezes por ano à China desde início dos anos de 2000, "a liberação de vistos para entrada na China é muito bem recebida pela nossa empresa, e para todos os empresários do Brasil que desejam fazer negócios com a China."
"Em nossas idas à China, muitos negócios foram feitos e muitos ainda serão realizados," disse Jorge, "Agradeço ao governo chinês pela liberação do visto de entrada na China a nós brasileiros. Agora, o que já era bom, vai ser ótimo."
Segundo o site oficial do Ministério do Turismo do Brasil, a iniciativa prevê um extenso calendário de ações conjuntas para promover ambos os países como destinos turísticos estratégicos, com foco no patrimônio cultural e na valorização das identidades nacionais.

