Bulawayo, Zimbábue, 23 abr (Xinhua) -- A política de tarifa zero da China impulsionará significativamente as exportações africanas ao reduzir os custos comerciais e aumentar a competitividade de preços dos produtos, afirmaram exportadores moçambicanos nesta quinta-feira, na atual Feira Internacional de Comércio do Zimbábue (ZITF), em Bulawayo, a segunda maior cidade do Zimbábue.
A partir do próximo mês, a China implementará o acesso isento de impostos para produtos provenientes de 53 países africanos com relações diplomáticas, incluindo Moçambique, uma medida que tem gerado grande interesse e otimismo entre os expositores em toda a feira.
Produtores moçambicanos de abacates, lichias e outros produtos agrícolas esperam entrar no lucrativo mercado chinês e beneficiar-se da política, afirmou Alves Vicente, delegado provincial da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, uma organização que promove o investimento.
O mercado está a pedir mais, a procura é enorme, e Moçambique pode exportar esses produtos para a China, disse ele.
Segundo ele, ao eliminar barreiras comerciais, os produtos agrícolas e manufaturados africanos tornar-se-ão mais atrativos para os consumidores chineses, já que a política de tarifa zero reforça a vantagem de preços em relação a outras regiões.
Vicente destacou o efeito de "círculo virtuoso" da política -- o aumento do volume de exportações traduz-se diretamente em maiores rendimentos para os agricultores locais e em um crescimento econômico mais amplo para Moçambique. À medida que os agricultores buscam exportar para a China, parcerias com empresas chinesas podem ampliar oportunidades e melhorar o acesso ao mercado.
Para se preparar para esse aumento da procura, a Agência já está a fornecer aos agricultores linhas de crédito especializadas, equipamentos modernos e apoio técnico.
Realizada de 20 a 25 de abril, a ZITF funciona como a principal plataforma do Zimbábue para empresas locais e internacionais apresentarem produtos, estabelecerem contatos e explorarem oportunidades de investimento.
Cerca de 15 empresas moçambicanas participam da feira, com foco estratégico na expansão da sua presença exportadora na região.

