Beijing, 2 abr (Xinhua) -- O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta quinta-feira que a soberania e a segurança dos países do Golfo devem ser respeitadas, e que os civis e os alvos não militares devem receber a proteção necessária.
A segurança das rotas marítimas, bem como das instalações de energia e infraestrutura, também deve ser salvaguardada, disse Wang durante uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, sobre a situação atual no Oriente Médio.
A situação atual no Irã é grave e complexa, e tem um sério impacto na segurança econômica, energética e alimentar global, disse Wadephul, observando que encerrar o conflito o mais rápido possível é do interesse comum da comunidade internacional.
A Alemanha apoia as Nações Unidas no desempenho de seu devido papel e atribui importância à iniciativa de cinco pontos para restaurar a paz e a estabilidade na região do Golfo e do Oriente Médio apresentada pela China e pelo Paquistão, disse o ministro, acrescentando que seu país está pronto para continuar a manter a comunicação e a cooperação com a China.
Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, expôs a posição de princípio da China, afirmando que os ataques militares lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã não foram autorizados pelo Conselho de Segurança da ONU e violaram claramente o direito internacional.
Como grandes países responsáveis, a China e a Alemanha devem manter uma postura objetiva e imparcial, desempenhar um papel construtivo e promover o rápido acalmamento do conflito e a restauração da paz e da estabilidade regionais, disse Wang.
Durante a conversa telefônica, os dois lados também trocaram opiniões sobre as relações bilaterais e concordaram em implementar os resultados da visita do chanceler alemão, Friedrich Merz, à China, fortalecer a comunicação estratégica, aumentar a confiança mútua estratégica e promover um maior desenvolvimento da parceria estratégica abrangente entre a China e a Alemanha.

