
Beijing, 1º abr (Xinhua) -- A China se opõe firmemente a ataques armados contra instalações nucleares pacíficas sob as salvaguardas e o monitoramento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), defendendo a resolução pacífica da questão nuclear iraniana por meios políticos e diplomáticos, afirmou nesta terça-feira uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
A porta-voz Mao Ning fez as declarações em uma coletiva de imprensa de rotina ao responder a uma pergunta sobre as recentes operações militares em que os Estados Unidos e Israel atacaram a usina de produção de água pesada de Arak, o reator de água pesada de Khondab, a usina de produção de yellowcake de Ardakan e a usina nuclear de Bushehr, no Irã.
"Ataques armados contra instalações nucleares pacíficas sob as salvaguardas e o monitoramento da AIEA violam os propósitos da Carta das Nações Unidas, o direito internacional e o Estatuto da AIEA", disse Mao, acrescentando que os ataques representam um duro golpe à autoridade do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), prejudicam os esforços internacionais para defender o regime internacional de não proliferação nuclear e podem trazer sérias consequências para a paz, a segurança e a estabilidade regionais.
Mao observou que a 11ª Conferência de Revisão das Partes do TNP será realizada em breve. "A China está preocupada com o impacto negativo dos ataques militares dos EUA e de Israel. A China está pronta para trabalhar com todas as partes a fim de salvaguardar com determinação o regime internacional de não proliferação nuclear e promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio", disse ela.

