
Exemplares do livro de William Brown, "West Meets East: Stories of Americans in China" ("O Ocidente Encontra o Oriente: Histórias de Americanos na China", em tradução livre), em exibição em um evento de lançamento em Nova York, Estados Unidos, em 21 de março de 2026. William Brown, professor da Escola de Administração da Universidade de Xiamen, lançou seu livro "West Meets East: Stories of Americans in China" em Nova York no sábado. (Xinhua/Liu Yanan)
Por Liu Yanan
Nova York, 23 mar (Xinhua) -- Para os americanos que não podem visitar a China pessoalmente, ler sobre as experiências de outros cidadãos que estiveram no país é a melhor maneira de compreendê-lo, disse um acadêmico americano.
William Brown, professor da Escola de Administração da Universidade de Xiamen, lançou seu livro "West Meets East: Stories of Americans in China" ("O Ocidente Encontra o Oriente: Histórias de Americanos na China", em tradução livre) em Nova York no sábado. O livro apresenta 20 histórias reais de americanos na China, abrangendo dois séculos.
Em entrevista à Xinhua à margem do evento, Brown, que vive e trabalha em Xiamen, no sudeste da China, há mais de 30 anos, destacou os equívocos sobre a China entre alguns americanos.
"Temos muito medo da China e somos cegos. Não sabemos nada sobre ao país e temos esses estereótipos. Muitas pessoas veem a China hoje como eu a via na década de 1970", disse ele.
"Quando você vê como os americanos na China amam a China, apoiam a China e a conhecem... deve haver algo de bom nisso", disse Brown, que se mudou para Xiamen com sua família em 1988.
Brown espera que seu livro ajude os americanos a ter uma compreensão mais profunda e holística da China, incentivando-os a olhar além das narrativas da mídia ocidental.
"Quero que os americanos entendam que temos uma relação forte com a China em geral... As pessoas são muito parecidas, muito trabalhadoras", disse ele.
"A melhor maneira de ver isso é vindo à China, mas a maioria das pessoas não pode", disse ele. "Se eles puderem ler histórias de americanos na China, acho que isso pode interessá-los. E talvez, quando estiverem realmente interessados na China, eles venham. Então, espero que isso seja um primeiro passo".
Enfatizando a importância histórica da relação EUA-China, Brown disse que os dois países precisam cooperar para a sobrevivência do mundo.
Brown espera que os americanos abram suas mentes para a ideia de serem "parecidos, mas diferentes".
"Embora americanos e chineses difiram um pouco na maneira como buscamos nossos sonhos, os sonhos são essencialmente os mesmos: uma vida melhor para nossa família e descendentes, segurança e paz", disse ele no prefácio do livro.
Por mais de 30 anos, Brown tem incentivado os americanos a estudar chinês e a participar de intercâmbios interpessoais.
"Encorajo todos a virem para a China. Não importa para onde você vá, aprenda chinês e veja por si mesmo o que é", disse ele. "Quase sempre que americanos vêm estudar chinês, depois de algumas semanas ou meses, eles se apaixonam pelo país".
Por meio de extensas viagens pela China, Brown dedicou anos a coletar e documentar as histórias de americanos dos séculos 19 e 20 que viveram e trabalharam no país.
Brown disse que visitou e entrevistou pessoas que aparecem no livro e conversou com a segunda e terceira gerações de algumas figuras históricas.
Publicado pelo Amplify Publishing Group, o livro conta as experiências reais de americanos comuns: professores, médicos, diplomatas, pilotos e famílias, que criaram laços duradouros com a China.



