Beijing, 11 mar (Xinhua) -- A primazia humana deve ser mantida nas aplicações militares da inteligência artificial (IA), e todos os sistemas de armas relevantes devem ser colocados sob controle humano para evitar o descontrole tecnológico, afirmou um porta-voz da defesa chinesa nesta quarta-feira.
Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, fez as declarações em resposta a uma pergunta da mídia sobre relatos de que o Departamento de Guerra dos Estados Unidos exigiu que as empresas de tecnologia americanas permitissem o uso irrestrito de tecnologias de IA pelas forças armadas, e que as forças armadas dos EUA empregaram amplamente ferramentas de IA em operações militares contra a Venezuela e o Irã.
Escolhas como a aplicação irrestrita da IA pelas forças armadas, o uso da IA como ferramenta para violar a soberania de outras nações, permitir que a IA afete excessivamente as decisões de guerra e dar aos algoritmos o poder de determinar a vida e a morte, não apenas corroem as restrições éticas e a responsabilidade nas guerras, mas também arriscam o descontrole tecnológico, disse Jiang.
Ele expressou oposição ao uso da liderança em IA e outras tecnologias emergentes para buscar o domínio militar absoluto ou para minar a soberania e a segurança territorial de outros países.
A China trabalhará com outras nações para promover a governança multilateral da IA centrada na ONU, fortalecer a prevenção e o controle de riscos e garantir que a IA sempre avance em uma direção propícia ao progresso da civilização humana.

