Beijing, 6 mar (Xinhua) -- A China seguirá de perto o processo legislativo da proposta de Lei de Aceleração Industrial da União Europeia (UE), avaliará cuidadosamente seu impacto nos interesses chineses e protegerá firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, informou o Ministério do Comércio na sexta-feira.
A declaração veio em resposta a uma consulta da mídia sobre uma proposta divulgada pela Comissão Europeia na quarta-feira, que introduz uma série de medidas restritivas sobre investimento estrangeiro em indústrias estratégicas emergentes.
Segundo o ministério, a proposta impõe exigências obrigatórias sobre transferência de tecnologia, propriedade estrangeira, conteúdo local e emprego local para investidores estrangeiros nos setores de baterias, veículos elétricos, fotovoltaico e matérias-primas críticas.
Essas restrições se aplicam exclusivamente a empresas de países fora da UE que respondem por mais de 40% da capacidade global de fabricação, e a proposta estabelece requisitos claros para priorizar bens "Made in Europe" em apoios públicos e contratação pública, observou o ministério.
O ministério descreveu essas medidas como barreiras sérias ao investimento e discriminação institucional, afirmando que violam o princípio da nação mais favorecida e aumentam a incerteza para o investimento chinês na UE.
A China expressa séria preocupação com a questão, disse o ministério.
A abordagem da UE de erguer muros e adotar medidas protecionistas sob o pretexto de desenvolver indústrias relevantes e promover a transição verde é contraproducente, acrescentou o ministério, observando que tais medidas minam regras, perturbam a concorrência justa e desestabilizam as cadeias industriais e de suprimentos globais.

