Rio de Janeiro, 3 mar (Xinhua) -- A economia brasileira criou 112.334 novos empregos formais em janeiro de 2026, demonstrando a resiliência do mercado de trabalho apesar da política monetária restritiva do Banco Central, segundo dados do novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O saldo positivo resultou de 2.208.030 novas contratações e 2.095.696 demissões.
No período de doze meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram criados mais de 1,22 milhão de novos empregos formais.
Com esses números, o total de trabalhadores formalmente empregados cresceu 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57 milhões.
O desempenho positivo se estendeu a todas as cinco regiões do país em janeiro, com o Sul liderando com 55.700 novos empregos, seguido pelo Centro-Oeste com 35.400, Sudeste com 13.300, Nordeste com 6.100 e Norte com 1.700 vagas.
Em relação aos setores econômicos, quatro dos cinco principais grupos registraram saldos positivos, com a Indústria liderando com 54.991 vagas, seguida pela Construção Civil com 50.545, Serviços com 40.525 e Agricultura com 23.073.
O total não foi maior devido ao período pós-festas de fim de ano, que resultou em uma perda líquida de 56.800 empregos no setor de Comércio. O salário inicial médio real foi de 2.389,78 reais (US$ 450,9), representando um aumento de 3,3% em comparação com dezembro de 2025 e de 1,77% em comparação com janeiro do ano anterior.

