Economia da China demonstra resiliência e otimismo prevalece quanto ao seu crescimento futuro, diz autoridade do ADB-Xinhua

Economia da China demonstra resiliência e otimismo prevalece quanto ao seu crescimento futuro, diz autoridade do ADB

2026-01-22 10:32:17丨portuguese.xinhuanet.com

por Ren Jun e Pang Yuanyuan, da Xinhua

Beijing, 22 jan (Xinhua) -- A economia da China demonstrou notável resiliência e vitalidade em 2025, alcançando um crescimento robusto apesar de um ambiente doméstico e internacional complexo, disse Asif Cheema, diretor nacional do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) responsável pela China.

Em entrevista exclusiva à Xinhua, Cheema expressou confiança na trajetória econômica do país, observando que em dezembro o BAD revisou para cima sua previsão de crescimento da China para 2025.

A China anunciou na segunda-feira que sua economia registrou um aumento de 5% em 2025 em meio a desafios internos e externos, atingindo a meta de crescimento para 2025.

"A economia da China vem registrando um desempenho muito sólido. Tem mostrado muita resiliência", afirmou Cheema, atribuindo a força a um desempenho muito forte nas exportações e a uma atividade industrial vigorosa, particularmente nos setores de alta tecnologia e de novas energias.

Em 2025, a China entrou no top 10 do Índice Global de Inovação e alcançou uma intensidade de gastos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de 2,8%, superando a média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Ao ser solicitado a descrever a economia chinesa em algumas palavras-chave, Cheema destacou "resiliência" e "inovação".

Ele disse estar particularmente impressionado com os avanços rápidos em inteligência artificial (IA). "A China está na liderança em pesquisa de IA e também em registros de patentes", afirmou, enfatizando a integração cada vez maior da IA com indústrias tradicionais, o que aumenta a produtividade e a transformação industrial.

"A IA já é um motor de crescimento muito forte para a economia chinesa", observou Cheema, apontando para um crescimento significativo nas receitas corporativas impulsionado pela IA.

O funcionário, que supervisiona as operações do banco de desenvolvimento multilateral (com sede em Manila) na China, também ressaltou o impacto positivo das políticas macroeconômicas chinesas.

Ele considera as medidas políticas para aumentar a produtividade, estimular o consumo doméstico por meio da construção de redes de segurança social mais fortes e abrir ainda mais a economia como "muito necessárias e muito bem-vindas" para sustentar um desenvolvimento de alta qualidade.

Cheema também observou a crescente confiança dos investidores estrangeiros no mercado chinês e nos ativos chineses, citando que nos primeiros 10 meses de 2025 os fluxos desde o exterior para ações chinesas totalizaram US$ 50,6 bilhões, um aumento substancial em relação aos US$ 11,4 bilhões registrados no ano inteiro de 2024.

Olhando para o futuro, Cheema expressou forte otimismo sobre a economia chinesa. "As perspectivas são muito estáveis", disse, acrescentando que esforços contínuos para impulsionar o consumo interno e fortalecer os setores de alta tecnologia garantirão um crescimento sustentável.

Como a segunda maior economia do mundo, maior exportador e uma fonte importante de investimento estrangeiro direto, a China desempenha um papel crucial na economia global, ressaltou Cheema.

"A economia da China está injetando certeza na recuperação global e trazendo novas oportunidades", disse Cheema.

Ele observou que a China está atualmente desenvolvendo seus setores de alta tecnologia tanto por meio do comércio quanto por novos investimentos do exterior. "Esses investimentos estrangeiros diretos não estão apenas criando novos empregos, mas também gerando oportunidades econômicas, assim como transferências de tecnologia." Fim

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