
O maquinista Jackson Masase fecha portas de locomotiva na Estação Ferroviária de New Kapiri Mposhi, na Província Central, Zâmbia, em 14 de novembro de 2025. (Xinhua/Peng Lijun)
A revitalização da Ferrovia Tanzânia-Zâmbia (TAZARA) não deve ser vista apenas como a revitalização de um corredor de transporte, mas como um projeto para a criação de um "cinturão de prosperidade", dados os amplos benefícios econômicos esperados, disse um especialista zambiano.
Lusaca, 17 jan (Xinhua) -- A revitalização da Ferrovia Tanzânia-Zâmbia (TAZARA) não deve ser vista apenas como a revitalização de um corredor de transporte, mas como um projeto para a criação de um "cinturão de prosperidade", considerando os amplos benefícios econômicos esperados, disse um especialista zambiano.
Fredrick Mutesa, especialista em desenvolvimento e secretário-geral da Associação de Amizade Zâmbia-China, disse à Xinhua na quinta-feira que a revitalização da TAZARA é essencial para promover a conectividade regional, estimular a atividade econômica ao longo de seu trajeto e impulsionar os objetivos de desenvolvimento mais amplos da Zâmbia.
Ele observou que o projeto vai além da melhoria das ligações entre Zâmbia e Tanzânia, já que a ferrovia também deverá se integrar a outros corredores de transporte regionais e complementar as rotas existentes.
De acordo com Mutesa, uma TAZARA modernizada atrairá investimentos em atividades além do transporte, incentivando o crescimento econômico nas comunidades ao longo da linha. O desenvolvimento de portos secos, centros logísticos e sistemas de transporte mais eficientes, disse ele, impulsionará setores como a agricultura, melhorando o acesso dos agricultores aos mercados.
"Isso contribuirá muito para a criação de empregos e o aumento da renda, reduzindo os níveis de pobreza", disse ele, acrescentando que maiores rendimentos melhorariam o bem-estar das pessoas que trabalham no setor agrícola.

Trabalhadores da Ferrovia Tanzânia-Zâmbia (TAZARA) substituem dormentes na Estação Ferroviária de New Kapiri Mposhi, na Província Central, Zâmbia, em 14 de novembro de 2025. (Xinhua/Peng Lijun)
Mutesa também disse que a melhoria da conectividade ferroviária aumentará a eficiência comercial da Zâmbia, principalmente para commodities a granel. Grande parte das exportações de cobre do país, destinadas a mercados globais, incluindo a China, são atualmente transportadas por rodovia, o que aumenta os custos e os tempos de trânsito.
Uma ferrovia TAZARA revitalizada, disse ele, reduzirá os custos logísticos e irá acelerar as entregas, fortalecendo a competitividade da Zâmbia no comércio internacional. Também fortalecerá os laços comerciais do país com o Extremo Oriente e o consolidará ainda mais na Iniciativa Cinturão e Rota.
Mutesa expressou confiança no sucesso do projeto, citando o forte compromisso político e a concessão da ferrovia à China Civil Engineering Construction Corporation, contratada para revitalizar e operar a linha por vários anos. Ele acrescentou que a empresa deverá desenvolver a capacidade local para que a equipe zambiana possa, eventualmente, administrar a ferrovia de forma sustentável e lucrativa.

Foto tirada em 14 de novembro de 2025 mostra trilhos da ferrovia na Estação Ferroviária de New Kapiri Mposhi, na Província Central, Zâmbia. (Xinhua/Peng Lijun)
Em setembro de 2025, China, Zâmbia e Tanzânia assinaram um acordo histórico de 1,4 bilhão de dólares americanos para revitalizar a ferrovia TAZARA, abrangendo a revitalização dos trilhos e a aquisição de novas locomotivas, vagões e carrocerias.
A ferrovia de 1.860 km, que liga New Kapiri Mposhi, na Zâmbia, à cidade portuária de Dar es Salã, na Tanzânia, foi originalmente construída pela China na década de 1970 para facilitar o comércio regional, incluindo as exportações de cobre e as importações de combustível através da Tanzânia.



