UE e aliados da OTAN se unem em apoio à Groenlândia em meio ao aumento das tensões no Ártico-Xinhua

UE e aliados da OTAN se unem em apoio à Groenlândia em meio ao aumento das tensões no Ártico

2026-01-16 10:26:35丨portuguese.xinhuanet.com

Iceberg é visto na Baía de Disko, perto de Ilulissat, Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, em 22 de março de 2025. (Xinhua/Zhao Dingzhe)

O Ministério da Defesa da Dinamarca confirmou na quarta-feira que o país está aumentando sua presença militar na Groenlândia e arredores, trabalhando em estreita colaboração com os aliados da OTAN.

Oslo, 14 jan (Xinhua) -- A União Europeia (UE) e seus aliados da OTAN intensificaram o apoio político e militar à Groenlândia, conforme as preocupações com a segurança no Ártico aumentam após as recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a ilha de importância estratégica.

O Ministério da Defesa da Dinamarca confirmou na quarta-feira que o país está aumentando sua presença militar na Groenlândia e arredores, trabalhando em estreita colaboração com os aliados da OTAN. De acordo com um comunicado de imprensa, a presença reforçada, que começa nesta quarta-feira, inclui capacidades adicionais como navios, aeronaves e soldados. O anúncio foi feito antes de uma reunião entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos, realizada em Washington.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Cerimônia Nacional de Apresentação do Peru de Ação de Graças na Casa Branca, em Washington, D.C., Estados Unidos, em 25 de novembro de 2025. (Xinhua/Hu Yousong)

"O objetivo é treinar a capacidade de operar nas condições únicas do Ártico e fortalecer a presença da aliança no Ártico, beneficiando tanto a segurança europeia quanto a transatlântica", disse o ministério.

O ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, descreveu a medida como "uma resposta clara aos desafios enfrentados pelo Ártico" e disse que o governo está comprometido em estabelecer "uma presença militar mais permanente e maior" para a Dinamarca e seus aliados da OTAN na Groenlândia e arredores.

As ações da Dinamarca foram acompanhadas por apoio concreto dos aliados da OTAN. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse na quarta-feira que a Suécia enviou militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca, observando que o destacamento está ligado aos preparativos para a "Operação Ártica de Resistência", planejada pela Dinamarca. As Forças Armadas Suecas confirmaram que militares suecos estavam entre o contingente inicial que chegou à ilha.

Um agente de segurança em plantão no local da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Haia, Holanda, em 24 de junho de 2025. (Xinhua/Zhao Dingzhe)

A Noruega também contribuiu com pessoal. Em uma coletiva de imprensa com seu homólogo dinamarquês realizada na quarta-feira, o ministro da Defesa norueguês, Tore Sandvik, disse que a Noruega está enviando dois militares à Groenlândia para "traçar planos para a futura cooperação entre os aliados". Ele acrescentou que há um diálogo contínuo dentro da OTAN sobre como fortalecer a segurança no Ártico, incluindo na Groenlândia e em seus arredores.

Além dos destacamentos militares diretos, o apoio político foi manifestado tanto em nível nacional quanto da União Europeia. A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, pediu na quarta-feira que a OTAN "reforce sua presença militar e de segurança no Ártico", descrevendo a região como "uma linha de frente da competição geopolítica".

Foto tirada em 7 de janeiro de 2026 mostra a paisagem de Aasiaat, na Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca. (Foto de Zhang Quanwei/Xinhua)

Os líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu emitiram uma declaração na quarta-feira condenando as declarações do governo Trump sobre a Groenlândia como um desafio "flagrante" ao direito internacional e à soberania da Dinamarca, membro da OTAN. Eles pediram que as instituições da UE definam um apoio "concreto e tangível" à Dinamarca e à Groenlândia e enfatizaram que as decisões relativas à Groenlândia pertencem exclusivamente à Dinamarca e à Groenlândia. "Tentativas externas de alterar o status quo são inaceitáveis", disseram os líderes.

A Groenlândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, com Copenhague mantendo o controle sobre a defesa e a política externa. Os Estados Unidos mantêm uma base militar na ilha. Desde que retornou ao cargo em 2025, Trump expressou repetidamente o desejo de "obter" a Groenlândia e não descartou o uso da força.

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