Como o comércio exterior robusto da China impulsiona a prosperidade global?-Xinhua

Como o comércio exterior robusto da China impulsiona a prosperidade global?

2026-01-16 11:09:15丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 16 jan (Xinhua) -- Nos últimos cinco anos, o volume do comércio exterior da China ultrapassou sucessivamente os limiares de 40 trilhões de yuans (cerca de US$ 5,71 trilhões) e 45 trilhões de yuans, atingindo 45,47 trilhões de yuans em 2025. Isso marca uma expansão do comércio exterior por nove anos consecutivos desde 2017, mostraram dados alfandegários.

O desempenho robusto do comércio exterior do país é muito mais do que apenas números impressionantes. Desde exportações de produtos de alta tecnologia e verdes até reduções tarifárias e abertura institucional, o comércio exterior da China está se transformando em oportunidades de desenvolvimento mais aberto, ganha-ganha e sustentável para o mundo.

As exportações da China servem como um impulsionador da cooperação mutuamente benéfica, com as empresas financiadas por estrangeiros como principais beneficiários. Os dados alfandegários indicam que, em 2025, o comércio exterior das empresas com capital estrangeiro chegou a 13,27 trilhões de yuans, crescendo 3,7% e mantendo a expansão por sete trimestres consecutivos.

Notavelmente, os setores de alta tecnologia, incluindo semicondutores e autopeças, constituem a maior parte das exportações dessas empresas. Essa tendência é exemplificada pela fábrica de chip da Intel em Chengdu e pela Gigafábrica da Tesla em Shanghai, ambas entregam tecnologias de ponta para mercados globais.

Analistas acreditam que esse modelo de fabricar na China e vender para os mercados globais permite que as empresas estrangeiras aproveitem as vantagens da cadeia industrial completa da China e obtenham lucros substanciais. Um relatório da KPMG de 2025 revela que 64% das empresas multinacionais planejam aumentar o investimento na China para expandir a capacidade de produção e aprimorar as capacidades de pesquisa e desenvolvimento no local.

Além de beneficiar as empresas, os produtos "Made in China" -- de painéis fotovoltaicos e veículos de nova energia (NEVs) a eletrodomésticos e eletrônicos de consumo -- também atendem às demandas do mercado global, com eficiência em custos e entrega rápida, reduzindo os custos de vida para os consumidores em todo o mundo em meio à inflação.

O impacto é confirmado pelas conclusões do Conselho Empresarial Austrália-China. Um relatório divulgado pelo órgão mostra que, sem acesso às importações chinesas, as famílias australianas teriam pago 4,2% a mais para a mesma cesta de bens entre 2022 e 2023.

As exportações chinesas de NEVs e equipamentos fotovoltaicos estão impulsionando a transição verde global. A revista acadêmica norte-americana Science nomeou, em dezembro passado, a onda de energia renovável como a Revelação do Ano de 2025, citando o crescimento notável das tecnologias renováveis da China com a ajuda da escala de sua economia e capacidade de produção. Graças a isso, "a energia eólica e solar se tornaram as mais baratas na maioria do mundo", observou a revista.

Apesar de suas fortes capacidades de produção, a China não busca superávits comerciais, mas defende um comércio internacional saudável, mutuamente benéfico e sustentável, por meio de esforços contínuos para expandir as importações ao longo dos últimos anos.

Em 2025, as importações da China atingiram uma alta histórica de 18,48 trilhões de yuans, consolidando sua posição como o segundo maior mercado importador do mundo por 17 anos consecutivos. Particularmente, a partir de junho de 2025, as importações mantiveram um crescimento anual por sete meses consecutivos, com a cifra acelerando 4,4% em dezembro, de acordo com dados alfandegários.

Além do comércio de bens, o setor de serviços da China se torna outra prova de seu compromisso -- uma faceta frequentemente esquecida. Dados do Ministério do Comércio mostram que, nos primeiros 11 meses de 2025, o déficit do comércio de serviços da China atingiu 806,35 bilhões de yuans, impulsionado pelas importações constantes dos serviços de alta qualidade para atender à demanda interna.

Medidas políticas concretas estão reforçando a dedicação da China à expansão das importações. Até o momento, o nível tarifário geral da China foi diminuído para 7,3% -- um nível próximo à média dos países desenvolvidos. A China continua fornecendo tratamento de tarifa zero em 100% das linhas tarifárias para todos os países menos desenvolvidos que estabelecem relações diplomáticas com a China. Além disso, é o primeiro grande país em desenvolvimento e principal economia global a implementar uma iniciativa de abertura unilateral desse tipo.

Enquanto isso, houve um progresso sólido na expansão do acesso aos mercados externos, no alinhamento às regras econômicas e comerciais internacionais de alto padrão e no avanço da abertura institucional para melhorar o ambiente de investimento e promover a cooperação mutuamente benéfica entre a China e seus parceiros comerciais.

No mês passado, o Porto de Livre Comércio de Hainan, uma porta importante para o avanço da abertura de alto padrão da China, lançou oficialmente suas operações alfandegárias especiais em toda a ilha. Essa medida trará inúmeros benefícios para as empresas que operam no porto. Notavelmente, a proporção das linhas de produtos isentos de tarifas subiu para 74%, abrangendo agora a maioria dos equipamentos de produção e matérias-primas.

No mesmo dia, a Siemens Energy realizou uma cerimônia de inauguração para sua base de montagem de turbinas a gás e centro de serviços na cidade de Danzhou, na Província de Hainan. "O Porto de Livre Comércio de Hainan possui uma estrutura institucional robusta, que oferece uma plataforma estável e eficiente para a cooperação e ajuda a Siemens Energy a construir um ecossistema de cadeia industrial completa", disse Joern Schmuecker, vice-presidente sênior da Gas Services Central, da Siemens Energy.

Wang Wentao, ministro do Comércio chinês, enfatizou que, durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), a China dará a prioridade ao desenvolvimento equilibrado entre importações e exportações, prometendo medidas como a promoção do desenvolvimento comercial inovador, o avanço na diversificação do mercado e a facilitação das circulações domésticas e internacionais.

"Não devemos apenas atribuir a importância às exportações, mas também expandir ativamente as importações", afirmou Wang. De modo a atingir esse objetivo, a China promoverá um ambiente de consumo internacionalizado, construirá a marca "Shop in China" (Comprar na China), melhorará ainda mais a política de reembolso fiscal para turistas e avançará no desenvolvimento das cidades como centro de consumo internacional, acrescentou.

À medida que a economia global enfrenta incertezas persistentes, o comércio exterior robusto da China continua sendo um farol de estabilidade. Analistas observam que, ao aderir à abertura de alto padrão e à cooperação ganha-ganha, a China não está apenas consolidando os fundamentos de seu comércio exterior, mas também impulsionando a prosperidade global rumo a um futuro mais inclusivo e sustentável. 

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