México descarta intervenção militar dos EUA em território mexicano-Xinhua

México descarta intervenção militar dos EUA em território mexicano

2026-01-14 10:14:14丨portuguese.xinhuanet.com

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, participa de coletiva de imprensa matinal no Palácio Nacional, na Cidade do México, capital do México, em 12 de janeiro de 2026. (Foto de Francisco Cañedo/Xinhua)

Cidade do México, 12 jan (Xinhua) -- A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, conversou por telefone nesta segunda-feira com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a qual descartou qualquer intervenção militar dos EUA em território mexicano.

Durante sua coletiva de imprensa matinal habitual, Sheinbaum disse que a ligação era necessária em meio às recentes tensões internacionais e ameaças de intervenção militar por parte dos Estados Unidos, após as ações militares americanas na Venezuela, que Washington alega serem esforços para combater o crime organizado e o narcotráfico.

Ela descreveu a conversa de aproximadamente 15 minutos como "cordial", observando que Trump ofereceu apoio dos EUA no combate aos cartéis de drogas. No entanto, Sheinbaum disse que essa assistência era desnecessária.

"Dissemos a ele que até agora estamos indo muito bem e que não é necessário. Além disso, existe a soberania e a integridade territorial do México. E ele entendeu", disse ela.

Questionada por repórteres se a conversa descartava completamente qualquer ação militar, Sheinbaum respondeu afirmativamente, reiterando seu compromisso com a defesa da soberania nacional.

O povo mexicano deve "saber que seu presidente jamais negociará soberania ou integridade territorial, nunca", disse ela. "Buscamos coordenação sem subordinação, em igualdade de condições".

Sheinbaum disse que informou Trump sobre os resultados da segurança no México, incluindo o desmantelamento de laboratórios clandestinos de drogas, prisões ligadas ao crime organizado, uma redução de 50% nas travessias de drogas para os Estados Unidos e uma queda de mais de 40% nas mortes relacionadas às drogas.

Em relação à Venezuela, Sheinbaum reiterou o princípio constitucional mexicano de não intervenção. "Eu disse a ele muito claramente que temos uma Constituição e que os princípios constitucionais são muito claros", disse ela.

Ela também anunciou que funcionários de seu gabinete viajarão a Washington em 23 de janeiro para dar continuidade à coordenação de segurança e que está prevista outra ligação com Trump para discutir questões comerciais, incluindo tarifas e preparativos para a próxima revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá.

"Estou confiante de que a estrutura da revisão do tratado será boa. Confio que será resolvida este ano", disse Sheinbaum.

Ela enfatizou que a cooperação com os Estados Unidos continuará dentro de uma estrutura de colaboração e coordenação.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, também conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e ambos concordaram em fortalecer a cooperação contra o tráfico ilegal de armas e o crime organizado, respeitando a soberania e a integridade territorial do México.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, participa de coletiva de imprensa matinal no Palácio Nacional, na Cidade do México, capital do México, em 12 de janeiro de 2026. (Foto de Francisco Cañedo/Xinhua)

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