Rio de Janeiro, 8 jan (Xinhua) -- O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu um telefonema do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, nesta quinta-feira, durante o qual trocaram opiniões sobre a situação na Venezuela e suas implicações para a região, informou o Palácio do Planalto em comunicado.
"Ambos condenaram o uso da força sem justificativa, de acordo com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. Lula ressaltou que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo e que a América do Sul deve continuar sendo uma zona de paz", afirmou a nota.
O presidente e o primeiro-ministro concordaram também sobre a necessidade de reformar as instituições de governança global.
O primeiro-ministro Carney aceitou o convite do presidente Lula para visitar o Brasil em abril do próximo ano, ocasião em que os dois líderes esperam fortalecer as relações bilaterais e o comércio entre seus países e também expressaram forte interesse em acelerar as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.
Nesta quinta-feira, o presidente brasileiro também conversou com seu colega da Colômbia, Gustavo Petro, para discutir a situação na Venezuela. Eles concordaram sobre a importância do multilateralismo, do direito internacional e do respeito à vontade do povo venezuelano.
Segundo um comunicado da Secretaria de Comunicação da Presidência, os dois líderes expressaram profunda preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania da Venezuela.
"Eles ressaltaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional, bem como para a ordem internacional", destacou o comunicado.
"Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano", acrescentou.
Ambos os líderes saudaram também o anúncio feito na tarde de quinta-feira pelo Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a libertação de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros.

