
(Xinhua/Zhang Fengguo)
Nova York, 5 jan (Xinhua) -- O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou-se inocente de todas as acusações dos Estados Unidos na segunda-feira, durante sua primeira audiência em um tribunal de Nova York.
"Sou inocente, não sou culpado", disse Maduro ao tribunal, acrescentando que foi "sequestrado" em sua residência em Caracas e que continua sendo o presidente da Venezuela, segundo relatos da imprensa presente à sala do tribunal.
A esposa de Maduro, Cilia Flores, afirmou no tribunal que é completamente inocente das acusações apresentadas contra ela pelos EUA.
A próxima audiência do caso contra Maduro está marcada para 17 de março.
Manifestantes reunidos do lado de fora do tribunal gritavam slogans e seguravam faixas com os dizeres "Libertem Maduro", "Não à Guerra contra a Venezuela" e "EUA, tirem as mãos da Venezuela".
"As acusações são completamente ultrajantes", disse Sydney Loving, uma das manifestantes, à Xinhua. "Somos contra qualquer intervenção desse tipo em uma nação soberana."
"Sequestrar o presidente de outro país é absolutamente cruzar a linha vermelha. Isso definitivamente viola o direito internacional", disse ela.
Nas primeiras horas de sábado, forças militares dos EUA realizaram ataques e bombardeios em Caracas e em outras partes da Venezuela e levaram Maduro e sua esposa à força, antes de colocá-los sob custódia em Nova York.
Os ataques dos EUA chocaram a comunidade internacional, desencadeando uma série contínua de condenações e sérias preocupações em todo o mundo.
No sábado, pessoas foram às ruas em mais de 100 cidades dos EUA, incluindo Washington, Boston, Los Angeles, Atlanta, Chicago e Miami, protestando contra a operação militar dos EUA no país sul-americano rico em petróleo e exigindo que o governo dos EUA libertasse Maduro.

(Xinhua/Zhang Fengguo)

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(Xinhua/Liu Yanan)

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(Foto de Zack Zhang/Xinhua)

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