Brasil descreve situação na fronteira com a Venezuela como "tranquila" após ataque dos EUA-Xinhua

Brasil descreve situação na fronteira com a Venezuela como "tranquila" após ataque dos EUA

2026-01-04 13:03:00丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 3 jan (Xinhua) -- O ministro da Defesa brasileiro, José Múcio, descreveu neste sábado a situação na fronteira com a Venezuela como "tranquila", após o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra o país vizinho na madrugada de 3 de janeiro.

Depois de uma reunião de emergência no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, que durou quase duas horas, Múcio descartou a necessidade de reforçar a presença militar no estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela.

"Já temos um contingente suficiente para garantir a segurança. A fronteira está absolutamente tranquila", afirmou o ministro, que também confirmou ter conversado por telefone com o governador de Roraima, Antonio Denarium.

A reunião contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se juntou por videoconferência da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde passa suas férias.

O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou remotamente, pois está de férias no exterior e tem retorno previsto para este domingo. Também estiveram presentes na reunião, virtualmente, o chefe de gabinete, Rui Costa, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Antes da sessão, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com seu homólogo venezuelano, Yván Gil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Vieira também contatou ministros de outros países.

Nesta manhã, ao tomar conhecimento do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, o presidente Lula escreveu em suas redes sociais que "os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável".

"Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", disse ele, enfatizando que as Nações Unidas precisam "responder de forma vigorosa a esse episódio".

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