Beijing, 2 jan (Xinhua) -- As vendas de bens de consumo no âmbito do programa de troca da China, apoiado por políticas públicas, superaram 2,6 trilhões de yuans (cerca de US$ 369,9 bilhões) no ano passado, beneficiando mais de 360 milhões de pessoas, conforme mostrado por dados do Ministério do Comércio nesta quinta-feira.
Especificamente, mais de 11,5 milhões de automóveis, 129 milhões de eletrodomésticos, 91 milhões de produtos digitais, 120 milhões de itens de decoração, cozinha e banheiro, bem como 12,5 milhões de bicicletas elétricas foram adquiridos por meio do programa de troca em 2025.
Nos primeiros 11 meses de 2025, as vendas no varejo de bens de consumo aumentaram 4% em termos anuais, com o programa de troca contribuindo com mais de 1 ponto percentual para o crescimento, segundo o ministério.
A iniciativa também impulsionou a modernização industrial e a transição verde. Os veículos de nova energia responderam por quase 60% das trocas de automóveis, ajudando a elevar a participação de mercado no varejo de veículos de passageiros de nova energia para acima de 50% por nove meses consecutivos.
Em 2025, o volume de reciclagem de automóveis sucateados saltou 24,5% em termos anuais, o que facilitou a reciclagem de cerca de 9,6 milhões de toneladas de aço e 1,3 milhão de toneladas de metais não ferrosos, reduzindo as emissões de carbono em aproximadamente 24,5 milhões de toneladas.
Desde a implementação do programa em setembro de 2024, mais de 480 milhões de subsídios foram concedidos diretamente aos consumidores chineses, levando produtos verdes, de baixo carbono e inteligentes ao seu cotidiano, disse o ministério.
As autoridades chinesas anunciaram no fim do mês passado que o programa de subsídios de troca para bens de consumo será renovado em 2026 como parte de esforços mais amplos para impulsionar o consumo, com 62,5 bilhões de yuans em títulos especiais do tesouro de prazo ultralongo alocados antecipadamente para apoiar o programa deste ano.
A expansão da demanda interna deverá figurar no topo das principais prioridades econômicas da China neste ano, de acordo com a recente Conferência Central de Trabalho Econômico, que também delineou planos para implementar campanhas de estímulo ao consumo, bem como planos para aumentar as rendas de residentes urbanos e rurais.

