Desemprego no Brasil cai para 5,2%, menor nível desde 2012-Xinhua

Desemprego no Brasil cai para 5,2%, menor nível desde 2012

2025-12-31 12:56:30丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 30 dez (Xinhua) -- A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor nível desde o início da série histórica iniciada em 2012, 0,4 ponto percentual abaixo do trimestre anterior e 0,9 ponto percentual abaixo do mesmo período em 2024, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Continua), o número de desempregados caiu para 5,644 milhões, o menor número registrado pela pesquisa. No auge da pandemia de COVID-19, no trimestre encerrado em março de 2021, o país havia atingido o recorde de 14,979 milhões de desempregados. Em comparação com o trimestre anterior, o desemprego caiu em 441 mil pessoas e, em comparação com 2024, a queda foi de 988 mil pessoas.

Essa redução sustentada do desemprego foi acompanhada por um novo recorde de emprego. O número total de pessoas empregadas chegou a 103,2 milhões, enquanto a taxa de emprego -- a proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando -- atingiu 59%, o maior percentual de toda a PNAD Continua.

"O alto nível contínuo da força de trabalho ao longo de 2025 garantiu uma redução na pressão para encontrar emprego, diminuindo significativamente a taxa de desemprego", afirmou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa.

Por setor, o crescimento do emprego foi impulsionado principalmente pelo setor público. Em comparação com o trimestre anterior, o único grupo com aumento significativo no emprego foi o de administração pública, defesa, previdência social, educação, saúde humana e serviços sociais, com um aumento de 2,6%, equivalente a 492 mil pessoas a mais.

Em comparação com o mesmo trimestre de 2024, o emprego cresceu nos setores de transporte, armazenagem e correios, com um aumento de 3,9%, equivalente a 222 mil pessoas adicionais, e na administração pública, defesa, segurança social, educação, saúde humana e serviços sociais, que registaram um aumento de 5,6%, com mais 1,0 milhão de pessoas. Em contrapartida, o emprego nos serviços domésticos caiu 6,0%, representando uma redução de 357 mil trabalhadores.

A taxa de informalidade situou-se em 37,7% da população empregada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O indicador foi inferior aos 38,0% registados no trimestre que terminou em agosto e também inferior aos 38,8% observados no mesmo período em 2024.

A redução da informalidade foi influenciada pelo novo recorde no número de trabalhadores com contratos formais no setor privado, que atingiu 39,4 milhões. Embora o número tenha permanecido estável na comparação trimestral, apresentou um aumento de 2,6% no ano, com um acréscimo de 1 milhão de trabalhadores. O emprego no setor público também atingiu um recorde, com 13,1 milhões de pessoas, após crescer 1,9% no trimestre e 3,8% no ano.

Em termos de renda, o salário médio no Brasil no trimestre encerrado em novembro foi de 3.574 reais (cerca de US$ 650), com um aumento de 1,8% no trimestre e de 4,5% em comparação com o mesmo período em 2024. 

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