A 36ª Bienal de São Paulo abriu as portas no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, e já se firmou como um dos grandes encontros culturais do ano.
Com o título "Nem todo viandante anda estradas", a mostra convida o público a percorrer caminhos de escuta, convivência e novas formas de imaginar o futuro.
São cerca de 120 artistas e coletivos vindos de diversos países e culturas, apostando na metáfora do estuário, um espaço onde diferentes correntes se encontram, se misturam e criam novas paisagens.
Assim também é a Bienal: múltipla, fluida e aberta a novos diálogos.
Ao caminhar pelo pavilhão, o visitante descobre que cada pavimento da Bienal tem uma atmosfera própria.
Mesmo com temáticas diferentes, os espaços se complementam: um pode trazer a força da natureza, outro destacar memórias, e o trajeto surge como uma experiência sensorial e poética.
Essa experiência durante a visita também chama atenção para a urgência na preservação da vida. Em algumas obras, a arte funciona como um alerta para os impactos da ação humana e para a necessidade de repensar nossa relação com o planeta.
Mas a Bienal não é feita apenas de grandes temas globais. Ela também cria momentos íntimos, em que cada visitante encontra sua própria forma de conexão. Para muitos, a experiência é de descoberta e reconhecimento -- de si mesmos e dos outros.
Os curadores da bienal explicam que o evento deste ano tem a escuta ativa, o encontro, a negociação e o respeito como fundamentos inspiradores das práticas artísticas.
Entre as obras que mais chamam a atenção está a instalação do artista chinês Song Dong. O espaço, repleto de espelhos e luminárias, multiplica o reflexo do público em todas as direções. A obra cria um jogo de percepção que mistura identidade, memória e imaginação.
A 36ª Bienal de São Paulo segue até 11 de janeiro de 2026, com entrada gratuita.
Mais do que uma exposição, é uma jornada coletiva, que reafirma o papel da arte como espaço de encontro, escuta, transformação e evolução.

