Changsha, 17 out (Xinhua) -- Ao todo 15 pessoas foram condenadas à prisão na Província de Hunan, no centro da China, nesta quinta-feira, por suas responsabilidades no desabamento de um prédio que custou a vida de 54 pessoas em 2022.
Os réus, incluindo o proprietário do prédio ilegalmente construído e ampliado e os funcionários que cometeram negligência no dever, receberam penas de prisão que variam de dois anos e nove meses a 12 anos, de acordo com seus veredictos de primeira instância dos tribunais locais.
O incidente ocorreu no distrito de Wangcheng, na capital provincial de Changsha em 29 de abril de 2022, deixando 54 mortos e nove feridos. O Conselho de Estado criou uma equipe de investigação para investigar o incidente logo após a ocorrência do mesmo.
Wu Zhiyong, o proprietário do prédio, foi condenado a 11 anos de prisão por negligência que levou ao incidente. Ele contratou trabalhadores da construção civil não qualificados para construir e ampliar ilegalmente o prédio, que ele então arrendou como local de acomodação e alimentação, de acordo com o veredicto.
Apesar dos sinais claros do colapso iminente do prédio, Wu não conseguiu organizar evacuações de emergência, resultando em muitas mortes. Ele também foi condenado por conspirar com outras pessoas para destruir repetidamente a propriedade de outras pessoas, mostrou o veredicto.
Zhou Zhengmao, ex-vice-chefe do distrito de Wangcheng, foi condenado a 12 anos de prisão por negligência do dever e aceitação de subornos.
Outros condenados incluem inspetores dos departamentos de gestão urbana e regulação do mercado, bem como acionistas e pessoal de avaliação de uma empresa que emitiu documentos falsos para o projeto de construção.
A empresa Hunan Xiangda Engineering Testing Co., Ltd. foi multada em 1 milhão de yuans (US$ 140,4 mil).
Legisladores, conselheiros políticos e parentes das vítimas e réus compareceram à sentença.

