Tianjin, 14 mar (Xinhua) -- Pesquisadores chineses desenvolveram um nanomedicamento específico para mulheres com doença de Alzheimer.
Uma equipe de estudo da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Tianjin e do Hospital Geral da Universidade de Medicina de Tianjin desenvolveu o nanomedicamento, e o trabalho da equipe foi publicado na revista Nano Today.
A doença de Alzheimer é um distúrbio neurodegenerativo comum caracterizado pela degradação da memória e da função cognitiva. Estudos demonstraram que as mulheres correm um risco maior de desenvolver Alzheimer do que os homens, e há também uma discrepância notável entre os gêneros na progressão de Alzheimer, com taxas de progressão da doença e mortalidade duas a três vezes maiores entre as mulheres.
Pesquisas indicam que o declínio significativo dos níveis de estrogênio nas mulheres após a menopausa pode ser a razão pela qual elas correm maior risco de desenvolver Alzheimer. O estrogênio desempenha um papel fundamental na proteção do sistema nervoso central feminino, promovendo o crescimento e a diferenciação neuronal e mantendo a homeostase redox do cérebro ao se ligar a receptores específicos. Ao chegarem à menopausa, a deficiência de estrogênio a longo prazo induz à neurodegeneração e agrava o declínio cognitivo.
A equipe de pesquisa desenvolveu uma nanomedicina multifuncional utilizando o ácido glicirretínico, um estrogênio derivado de plantas, para o tratamento direcionado da doença de Alzheimer em mulheres na pós-menopausa. O nanomedicamento é capaz de ativar vias de sinalização neuroprotetoras mediadas por receptores de estrogênio específicos, melhorando assim as funções cognitivas afetadas pela deficiência de estrogênio.
A equipe de pesquisa está agora selecionando nanomedicamentos mais precisos para pesquisa pré-clínica.

