Beijing, 4 fev (Xinhua) -- Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China refutou nesta sexta-feira as errôneas declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, sobre a política religiosa da China, e disse que os EUA devem parar de utilizar as chamadas questões de direitos humanos, religiosas e étnicas para procurar reprimir o desenvolvimento da China.
De acordo com reportagens da mídia, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse em seu discurso na Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa que em novembro do ano passado, os EUA classificaram uma dúzia de nações como "Países de Preocupação Particular" devido a suas graves violações à liberdade religiosa, incluindo "a perpetração de um persistente genocídio contra uigures predominantemente muçulmanos" na China.
"Essas declarações são contrárias aos fatos básicos e estão profundamente arraigadas em preconceitos ideológicos", assinalou a porta-voz Mao Ning em uma entrevista coletiva.
Eles deliberadamente pintam a política religiosa da China sob uma luz negativa e isso constitui uma grave interferência nos assuntos internos da China. A parte chinesa se opõe firmemente a isso, acrescentou Mao.
A porta-voz esclareceu que o governo chinês protege a liberdade de crença religiosa dos cidadãos de acordo com a lei. As pessoas de todos os grupos étnicos na China têm pleno direito à liberdade de crença religiosa, como prescrito pela lei. Na China, existem cerca de 200 milhões de crentes religiosos, mais de 380 mil clérigos, cerca de 5.500 grupos religiosos e mais de 140 mil lugares de culto registrados para atividades religiosas, incluindo 24 mil mesquitas em Xinjiang.
"Mas o panorama nos EUA é muito diferente", apontou Mao, acrescentando que 75% dos muçulmanos americanos acreditam que existe uma grave discriminação na sociedade americana contra os muçulmanos. Os EUA não estão em posição de acusar a China sobre esta questão.
"A acusação de que a China esteve 'perpetrando um genocídio' não é mais que uma flagrante mentira propagada pela parte americana", acrescentou Mao.
A porta-voz indicou que Xinjiang goza de estabilidade social, desenvolvimento econômico, solidariedade étnica, harmonia religiosa e um crescente nível de vida. Durante mais de 60 anos após o estabelecimento da Região Autônoma Uigur de Xinjiang, a economia da região se multiplicou por 160. Sua população uigur passou de 2,2 milhões para cerca de 12 milhões e a expectativa de vida média aumentou de 30 para 74,7 anos.
"Apesar destes fatos, os EUA continuam difundindo desinformação sobre Xinjiang para usá-la para conter a China e encontrar um pretexto para reprimir a China. A comunidade internacional pode ver isto claramente", ressaltou Mao.
"Pedimos que os EUA respeitem os fatos e parem de usar as chamadas questões de direitos humanos, religiosas e étnicas para se intrometer nos assuntos internos da China e para procurar a contenção do desenvolvimento da China", acrescentou Mao.

